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BRUXELAS 27 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, discutiram nesta quinta-feira a participação da Turquia nos planos de segurança na Europa, em um momento em que a União Europeia está determinada a fortalecer sua defesa e discutirá possíveis garantias de segurança na Ucrânia em uma cúpula extraordinária na próxima semana.
Seria benéfico e de interesse comum das partes planejar medidas para a segurança da Europa com a participação da Turquia", disse ele. Erdogan disse que uma paz justa e sustentável entre a Rússia e a Ucrânia é possível e que a Turquia tem lutado para estabelecer a paz desde o início", disse a presidência turca em uma mensagem nas mídias sociais após o telefonema com Costa.
Por sua vez, o presidente do Conselho Europeu valorizou o "papel significativo" de Ancara como ator regional e global, dizendo que o bloco quer "trabalhar em estreita colaboração" com a Turquia para "uma paz duradoura na Ucrânia", bem como para garantir uma transição democrática e inclusiva na Síria, onde Erdogan tem influência sobre as novas autoridades.
O contato entre Costa e Erdogan ocorre uma semana antes de uma cúpula extraordinária em 6 de março, na qual os líderes da UE discutirão possíveis garantias de segurança para a Ucrânia, com o objetivo de estabilizar um futuro acordo de paz.
PERSPECTIVAS DE ADESÃO À UE
Com relação às relações bilaterais, Costa destacou a Turquia como um "parceiro estratégico", um "candidato" a membro da UE e um aliado da OTAN, indicando que é do interesse da Europa continuar fortalecendo os laços com Ancara, embora ao mesmo tempo tenha defendido os esforços das Nações Unidas nas negociações sobre o Chipre.
A esse respeito, Erdogan pediu a "revitalização" das relações entre a Turquia e a UE, observando que ele espera "medidas concretas" de Bruxelas para preparar o caminho para as relações, indicando que isso é de interesse mútuo da Turquia e da UE.
Há anos, Ancara vem solicitando à UE medidas para fortalecer a perspectiva de adesão à UE, enquanto as instituições europeias reconhecem o papel fundamental da Turquia na região e mantêm o acordo para receber refugiados sírios, mas evitaram abordar a adesão de Ancara ao bloco, congelada por retrocessos democráticos no país na última década.
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