Europa Press/Contacto/Turkish presidency
MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, condenou “veementemente” as recentes interceptações pela Marinha israelense de embarcações de uma nova frota que pretendia levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e classificou essa operação como prova de que “Israel é guiado por uma mentalidade fascista”.
“Hoje, testemunhamos mais uma vez como Israel é regido por uma mentalidade fascista”, afirmou Erdogan em um discurso no Palácio Presidencial, no qual condenou “veementemente este ato de pirataria e banditismo contra os passageiros da Flotilha, composta por cidadãos de quarenta países diferentes”, entre os quais, aliás, figuram pelo menos 46 espanhóis.
Nesse sentido, o líder turco reiterou que “a Turquia apoia o povo de Gaza e aqueles que lhe prestam ajuda” e fez um apelo à comunidade internacional “para que tome medidas contra as ações ilegais de Israel, que violam o direito e as normas internacionais”.
Suas palavras vieram após a denúncia da Global Sumud Flotilla, que, por meio de um comunicado, acusou Israel de “mais uma vez sequestrar de forma ilegal e violenta” voluntários “em águas internacionais”. “Isso é pirataria. Impunidade cada vez maior de uma entidade genocida (...). Isso se tornou uma cena familiar: Israel viola o direito internacional e os governos fingem não ver. Não se deixem insensibilizar”, apelou o grupo.
A Global Sumud Flotilla, uma das organizações que promovem esta iniciativa, havia informado pouco depois das 10h que lanchas rápidas da Marinha israelense haviam começado a abordar algumas das embarcações da frota, da qual também participam a Coalizão da Frota da Liberdade e a Associação pela Liberdade e Solidariedade Mavi Marmara.
Segundo dados da própria Global Sumud Flotilla, entre esta e a da Liberdade, já somam 39 embarcações interceptadas, mais de dois terços das 57 que compunham o total. Além disso, pelo menos dez ativistas foram detidos.
A esse respeito, se pronunciou Farhan Haq, porta-voz adjunto do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que exigiu que “nenhuma das pessoas a bordo da frota sofra danos”.
“Queremos garantir que isso seja resolvido de forma pacífica. Mas as mesmas preocupações que sempre manifestamos sobre essas interceptações em alto mar e seu status também se aplicam a este caso”, afirmou Haq.
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