Publicado 16/04/2026 21:42

Erdogan acusa Israel de tentar "reavivar o apartheid" nos territórios palestinos

Archivo - Arquivo - ANCARA, 11 de março de 2026  -- O presidente turco Recep Tayyip Erdogan discursa na reunião do grupo parlamentar do Partido da Justiça e Desenvolvimento, no poder, em Ancara, Turquia, em 11 de março de 2026. Erdogan afirmou nesta quart
Europa Press/Contacto/Mustafa Kaya - Arquivo

MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou nesta quinta-feira o governo de Israel de ser “o maior obstáculo à paz” no Oriente Médio e de pretender “reviver a vergonha do apartheid 32 anos após seu colapso na África do Sul” com suas políticas nos territórios palestinos ocupados.

“O governo israelense, o maior obstáculo à paz e à tranquilidade de seu próprio povo, da Palestina e de nossa região, continua impune apesar de todos os esforços da comunidade internacional", denunciou Erdogan perante a 152ª Assembleia Geral da União Interparlamentar (UIP), na qual aludiu tanto aos ataques do Exército israelense na Faixa de Gaza quanto à sua campanha militar no Líbano.

Nesse contexto, o presidente turco denunciou que “desde a assinatura do cessar-fogo em 10 de outubro de 2025, as forças israelenses assassinaram 755 palestinos e feriram 2.100”, enquanto o governo liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, “ao descumprir seus compromissos decorrentes do cessar-fogo, também está impedindo a entrada de ajuda humanitária em Gaza”.

Além disso, ele criticou que “as políticas agressivas” de Israel “em relação a Jerusalém, à Mesquita de Al-Aqsa e à Cisjordânia, juntamente com o terror dos assentamentos ilegais, continuam com toda a sua força”.

“Israel, ao declarar abertamente seu plano de transformar a Cisjordânia em uma nova Gaza, busca reviver a vergonha do apartheid, 32 anos após seu colapso na África do Sul, ao impor a pena de morte aos prisioneiros palestinos”, afirmou, em alusão à lei aprovada pelo Parlamento israelense no final de março que prevê a pena capital por enforcamento e em segredo pelo crime de terrorismo, mas apenas para palestinos, o que gerou a condenação e a rejeição de múltiplas organizações de Direitos Humanos e de governos de todo o mundo, incluindo também o espanhol.

Nesse contexto, Erdogan exigiu que “os parlamentos do mundo reajam com a maior firmeza possível contra essa decisão” e convidou todos os seus membros “a unirem forças e levantarem a voz pela paz para a implementação imediata da solução de dois Estados”, que apresentou como “a única fórmula para uma paz justa e duradoura na Palestina”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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