MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) -
A secretária-geral do ERC, Elisenda Alamany, afirmou que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, tirou da “galhaçina” a desclassificação dos documentos do golpe de Estado de 23 de fevereiro para “encobrir” seus problemas “de gestão e liderança”, pelo que reconheceu não ter “muita esperança” com o anúncio do chefe do Executivo.
Em entrevista ao programa “Las mañanas” da RNE, divulgada pela Europa Press, a líder do ERC destacou que seu partido é “um projeto independentista na Catalunha” fundamental para a “democratização” que, em sua opinião, ainda está pendente na Espanha, “onde os juízes continuam mandando sobre a política” nacional e catalã.
O presidente do Governo anunciou que o Conselho de Ministros desta terça-feira aprovará a desclassificação dos documentos do golpe de Estado ocorrido em 23 de fevereiro de 1981 pelo tenente-coronel Antonio Tejero, justamente quando se completam 45 anos. “A memória não pode ficar trancada”, defendeu Sánchez.
Após o anúncio, Alamany destacou que a publicação dos relatórios será “bem recebida” porque a democracia espanhola está em 2026. “Já era hora”, admitiu. No entanto, mostrou-se pouco confiante na desclassificação. “Lamento dizer que não tenho muita esperança na desclassificação desses relatórios. Sánchez volta a tirar da cartola um tema para encobrir seus problemas de gestão e liderança no Governo da Espanha”, avaliou a dirigente do ERC.
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