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MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -
A equipe jurídica do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, comparou nesta segunda-feira o processo judicial contra ele ao julgamento do criminoso nazista Adolf Eichmann, que foi julgado em 1961 por um tribunal de Jerusalém após ser capturado pelo Mossad na Argentina e levado para Israel.
“Quando o tribunal decidiu que as audiências seguiriam em frente cinco dias por semana, eu disse ao primeiro-ministro que nenhum julgamento havia sido conduzido dessa forma, exceto o de Eichmann. Eu disse ao primeiro-ministro que estamos diante de atos desesperados e que ele não conseguiria apresentar uma defesa adequada”, esclareceu o advogado principal, Amit Hadad.
Nesse sentido, ele sugeriu que os juízes trataram Netanyahu de maneira semelhante ao criminoso nazista, um dos principais arquitetos do Holocausto e que acabou sendo condenado e executado. “A decisão de realizar as audiências de domingo a quinta-feira a partir de outubro é pouco realista e nos fará trabalhar dia e noite”, alertou.
Além disso, ele esclareceu que isso apenas retardará o processo, em vez de acelerá-lo, pois sua equipe “não terá tempo para preparar as testemunhas”. “Se o tribunal quer encurtar o julgamento, essa não é a solução”, afirmou, ao mesmo tempo em que enfatizou que esse calendário “não deixa espaço para férias nem para a vida pessoal e familiar de Netanyahu”.
“É impossível levar isso adiante dessa forma. O único julgamento que ocorreu dessa forma foi o de Eichmann”, afirmou, segundo informações do jornal ‘The Jerusalem Post’. Netanyahu é o primeiro político na história de Israel a ser indiciado enquanto ocupa o cargo de primeiro-ministro.
Atualmente, há três processos em andamento contra ele. Em 2020, ele foi acusado de suborno, fraude e abuso de confiança. Seu julgamento teve início naquele mesmo ano, mas ele só compareceu para depor em dezembro de 2024. Agora, seus advogados pedem a retirada das acusações de suborno, aplicáveis apenas a um desses processos.
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