Europa Press/Contacto/Matthew Hoen
MADRID 24 jan. (EUROPA PRESS) -
O governo do Equador solicitou formalmente informações aos Estados Unidos sobre a situação do pequeno Liam Conejo Ramos, o menino de cinco anos detido na cidade de Minnesota durante uma operação realizada contra seu pai por agentes do serviço federal anti-imigração norte-americano, o ICE, e cuja imagem, ladeado por agentes e prestes a entrar em um veículo policial, se tornou uma das principais representações da polêmica ação dessa operação.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, teve que defender a ação de seus agentes neste caso e argumentou que os agentes estavam, na verdade, perseguindo o pai da criança, Adrián Conejo, e tiveram que cuidar do menino para não deixá-lo exposto ao frio intenso que atinge a cidade nestes dias.
No momento, Liam e seu pai estão no estado do Texas, em um “centro de processamento de imigração” do ICE, conforme confirmado pelo Consulado do Equador local, e as autoridades equatorianas “mantêm contato permanente com o oficial do ICE responsável pelo centro para monitorar o bem-estar do menor e de seu pai”.
As autoridades americanas pediram à mãe de Liam que assumisse a custódia do filho, mas ela se recusou por medo de também ser deportada. De acordo com o pastor Sergio Amezcua, que tem ajudado a mãe desde então, a mulher estava “aterrorizada”, explicou ele à CNN.
O Consulado solicitou informações aos EUA para saber quando ocorrerá a audiência judicial prevista para definir a situação migratória do pai e do filho. Além disso, as autoridades equatorianas estão em contato com o advogado particular da família porque a mãe do menor ainda “não solicitou apoio do Consulado”, apesar de “este ter disponibilizado toda a sua assistência”.
A presença do ICE em Minneapolis, como já aconteceu antes em outras cidades americanas, foi respondida pela população com greves e protestos como o desta sexta-feira, quando dezenas de milhares de pessoas desafiaram temperaturas de até -23ºC para expressar sua repulsa e seu apoio à família da mulher Renee Good, que foi morta a tiros por um agente federal no último dia 7 de janeiro.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático