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MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro do Interior do Equador, John Reimberg, confirmou na quinta-feira que o fundador da polêmica empresa de segurança privada Blackwater, Erik Prince, dará conselhos às forças de segurança e descartou que isso tenha a ver com a desconfiança da polícia para enfrentar grupos criminosos.
"Somos o governo que mais trabalhou com a polícia e as forças armadas. Somos o governo que teve a coragem de fazer com que as forças armadas saíssem para apoiar o trabalho da polícia na segurança do país", o ministro tentou dissipar quaisquer dúvidas.
Reimberg criticou o fato de a oposição ter questionado essa consultoria e explicou que ela visa apenas apoiar as forças de segurança. "Não há nada de errado nisso", disse ele em uma entrevista à rádio equatoriana.
Há alguns dias, o presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou nas redes sociais, sem dar mais detalhes, que seu governo havia chegado a um acordo sobre "ajuda internacional" para enfrentar grupos criminosos.
"O crime organizado semeou o medo e acreditou que poderia operar com impunidade. Seu tempo acabou. A ajuda internacional começa no Equador", disse ele em sua conta no X. Não há trégua. Não há recuo. Vamos em frente", advertiu.
Esse exército privado de mercenários operou em vários países nas últimas décadas, embora com nomes diferentes, em uma tentativa de limpar sua imagem, especialmente após seu envolvimento em um massacre que matou 17 civis em Bagdá em 2007, em meio à guerra do Iraque.
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