Publicado 16/03/2026 02:59

O Equador mobiliza 75 mil policiais após o início do toque de recolher contra o crime organizado

Archivo - Arquivo - 23 de dezembro de 2024, Quito, Equador: Uma policial fica de guarda com uma arma na mão durante o protesto. Após vários dias de medo, centenas de pessoas se manifestaram pacificamente em meio à angústia e à raiva causadas pela violênci
Europa Press/Contacto/Veronica Lombeida - Arquivo

MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) -

As províncias equatorianas de Guayas (sudoeste), Los Ríos (centro), El Oro (sul) e Santo Domingo de los Tsáchilas (norte) estarão sujeitas, a partir deste domingo e até 31 de março, às normas do toque de recolher decretado no país com o objetivo declarado pelo Executivo de acabar com a mineração ilegal, o crime organizado e o tráfico de drogas.

Para isso, em uma nova etapa de sua chamada “Ofensiva Total”, o governo de Daniel Noboa mobilizou cerca de 75.000 efetivos das forças de segurança nacionais, entre eles mais de 30.000 militares e mais de 35.000 policiais. Nesse período, será dada “prioridade” às referidas províncias, onde o toque de recolher estará em vigor das 23h às 5h (das 5h às 11h, de acordo com o fuso horário espanhol).

“Vamos recuperar o controle dos espaços onde as máfias tentaram se impor e proteger as famílias equatorianas”, afirmou o ministro da Defesa equatoriano, Gian Carlo Loffredo, em um vídeo publicado uma hora antes do início do toque de recolher, a partir do posto de comando das Forças Armadas instalado em Guayaquil, capital da província de Guayas.

Da mesma forma, após anunciar que as operações contra a mineração ilegal, os grupos do crime organizado e o tráfico de drogas “se intensificarão em todo o território nacional”, o responsável pela pasta da Defesa pediu a “colaboração” e o “respeito” da população “às disposições”.

Como recomendações a serem levadas em conta pela população durante o toque de recolher, as autoridades equatorianas instaram a população a “respeitar” o horário de restrição de circulação, a permanecer em casa durante o toque de recolher, a cumprir as disposições emitidas pelas autoridades e a comunicar emergências aos canais oficiais.

Além disso, o ministro do Interior equatoriano, John Reimberg, assinalou, em declarações recolhidas pelo jornal digital 'Primicias', que agentes do Federal Bureau of Investigation (FBI) se encontram no país coordenando ações com as autoridades locais, apenas quatro dias depois de a agência ter inaugurado seu primeiro escritório em Quito com a assinatura de um memorando com o Ministério do Interior equatoriano, em um novo avanço na cooperação em segurança entre os dois governos. Vale lembrar que foi no ano de 2024 que Noboa reconheceu, por meio de um decreto, a existência de um conflito armado interno, dada a presença de grupos organizados e hostis em todo o território nacional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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