Publicado 08/04/2026 14:06

O Equador convoca seu embaixador na Colômbia para protestar contra as declarações de Petro sobre Glas

Archivo - Arquivo - A ministra das Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld, durante a apresentação do Programa Piloto para a renovação online de carteiras de habilitação equatorianas na Espanha, no Centro Cultural Equatoriano em Madri, no dia
Alberto Ortega - Europa Press - Arquivo

MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -

A ministra das Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld, convocou seu embaixador na Colômbia, Arturo Félix Wong, para consultas, a fim de protestar contra as declarações do presidente colombiano, Gustavo Petro, sobre o ex-vice-presidente Jorge Glas, que cumpre duas penas de prisão por suborno e associação ilícita nos casos Obedrecht e Soborno.

“É evidente que há uma provocação, pois esse tipo de mensagem surge do nada. Do Equador, temos procurado manter uma relação de vizinhança cordial. Além do diálogo, o Equador pede ações concretas. Também convocamos nosso embaixador para consultas, que chegará hoje ou amanhã, o mais tardar”, afirmou a ministra em declarações à emissora Radio Centro.

Sommerfeld defendeu que a medida foi tomada para transmitir um “protesto enérgico” contra “os termos em que o presidente Petro se refere” a Jorge Glas “e a ingerência nas decisões de diferentes instâncias do Estado”.

Isso ocorre após a troca de farpas nas redes sociais entre o presidente equatoriano, Daniel Noboa, e seu homólogo colombiano, devido às palavras deste último sobre o ex-vice-presidente Jorge Glas, a quem chamou de “prisioneiro político”, acusando o governo do Equador de cometer “um crime contra a humanidade” ao “deixar uma pessoa morrer de fome”.

“Solicito aos organismos internacionais de Direitos Humanos que zelem por seus direitos. Seu estado de saúde já compromete sua vida porque, por estar preso, não lhe deram alimentação suficiente e ele já sofre de desnutrição grave e perda de massa muscular”, disse Petro nas redes sociais.

Noboa afirmou que Glas deveria “responder” perante o Equador após ter sido condenado por vários casos de corrupção. “Agora que tentam reinventar o ‘preso político’, quero ser enfático: isso constitui um atentado contra nossa soberania e uma violação do princípio da não intervenção, consagrado no artigo 19 da Carta da OEA (Organização dos Estados Americanos) e no Direito Internacional”, sentenciou.

Sobre o ex-vice-presidente de Rafael Correa em 2013 e de Lenín Moreno em 2017, pesa também uma condenação em primeira instância a treze anos de prisão pelo caso Reconstrução de Manabí. Em abril de 2024, Glas foi retirado à força da Embaixada do México em Quito pelas forças de segurança, apesar de ter recebido asilo do governo então presidido por Andrés Manuel López Obrador.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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