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MADRID 14 set. (EUROPA PRESS) -
O ministro de Infraestrutura e Transporte do Equador, Roberto Luque, anunciou no sábado que os primeiros pagamentos compensatórios para os trabalhadores do setor de transportes afetados pela abolição dos subsídios aos combustíveis começarão a ser feitos na segunda-feira, dia 15 de setembro. Essa é uma das oito medidas elaboradas pelo governo equatoriano para apoiar o setor após as últimas mudanças anunciadas.
"Já temos os primeiros transportadores registrados após a eliminação do subsídio. Todos eles receberão seu pagamento inicial nesta segunda-feira", explicou Luque em um vídeo publicado nas redes sociais, no qual ele lembrou que "o registro é permanente e toda semana haverá novos pagamentos".
A esse respeito, o ministro esclareceu que o prazo para que os motoristas de transporte urbano, interprovincial e intraprovincial se registrem e sejam incluídos no primeiro grupo de pagamentos termina neste domingo, 14 de setembro, às 18 horas (horário local).
Essa limitação não implica, ele esclareceu, que aqueles que não se registrarem antes do prazo estipulado ficarão de fora do subsídio, pois "o processo continuará disponível, com fechamentos todas as quartas-feiras para pagamentos às quintas-feiras e todos os domingos para pagamentos às segundas-feiras, até outubro".
Luque reconheceu que a decisão de abolir os subsídios aos combustíveis foi "complexa" e previu que ela terá "efeitos significativos", embora tenha enfatizado que se trata de uma política que faz parte de um plano abrangente destinado a "apoiar o setor de transportes e fortalecer a mobilidade nacional".
O anúncio feito pela Infraestrutura e Transporte ocorre depois que o governo anunciou na sexta-feira passada que os fundos anteriormente destinados ao subsídio do diesel - estimados em US$ 1,1 bilhão - seriam realocados para três componentes do chamado "escudo social".
Essas ações incluem: a entrega de um bônus para 55.000 novas famílias beneficiárias, o reembolso direto do IVA para idosos e a compensação econômica para 23.300 motoristas de transporte público, que receberão entre US$ 400 e US$ 1.000 por mês, conforme relatado pelo jornal 'El Universo'.
De qualquer forma, o governo de Quito garantiu que essa reestruturação orçamentária não implicaria em aumentos nas tarifas do transporte público, de modo que o custo para os usuários permanecerá inalterado.
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