Publicado 13/05/2026 21:50

O Equador alega que a Colômbia está “roubando energia elétrica” através da fronteira

Desmantelamento da infraestrutura irregular localizada na província de Sucumbíos, no norte do Equador e próxima à fronteira com a Colômbia
EJÉRCITO DE ECUADOR EN FACEBOOK

O ministro do Interior afirma que a “decisão política” para combater o tráfico de drogas “não existe” no governo colombiano

MADRID, 14 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro do Interior do Equador, John Reimberg, denunciou nesta quarta-feira que a Colômbia está “roubando energia elétrica” do país andino através da fronteira, ao mesmo tempo em que advertiu que as forças de segurança equatorianas tomarão as medidas necessárias para proteger suas fronteiras.

"As Forças Armadas, durante sua patrulha na linha de fronteira, encontraram linhas elétricas que passam do Equador para a Colômbia, ou seja, estão roubando energia elétrica do Equador para levá-la para a Colômbia", alegou o responsável pela pasta do Interior em entrevista à Rádio América.

Especificamente, essa operação foi realizada ontem pelo Exército equatoriano em coordenação com a Corporação Nacional de Eletricidade (CNEL) no setor de Palma Seca, localizado na província de Sucumbíos, no norte do país, na fronteira com a Colômbia. Lá foi localizada uma conexão “ilegal” que consistia em cerca de 300 metros de cabo ligados irregularmente a um medidor do setor, instalação que supostamente forneceria energia a “pessoas dedicadas a atividades ilícitas”, apontou o órgão militar nas redes sociais.

Foi então que os militares ali destacados procederam ao desmantelamento da referida conexão elétrica “clandestina”, resultado de descobertas anteriores obtidas durante “reconhecimentos” nos setores de Real Villanueva e Palma Seca, onde o pessoal militar identificou “indícios logísticos empregados para a extração ilegal de hidrocarbonetos, entre eles uma lancha com estrutura adaptada para mangueiras de três polegadas e um poste conectado clandestinamente à rede elétrica com linhas direcionadas para território colombiano".

A propósito dessa intervenção, o Exército do Equador reiterou seu compromisso de “manter operações permanentes de controle territorial na fronteira norte, em coordenação com as entidades do Estado, para neutralizar ameaças, proteger os recursos estratégicos e fortalecer a segurança em benefício da população equatoriana”.

PETRO E A LUTA CONTRA O NARCOTRÁFICO

Reimberg também se concentrou na mesma zona de fronteira para enfatizar que, em sua opinião, “a fronteira está abandonada no lado colombiano” porque, argumentou, o lado equatoriano “está presente”. Especificamente, o ministro andino alertou que do outro lado da linha de fronteira — em alusão à parte colombiana — o que se encontra são “comandos da fronteira, o grupo dissidente”.

“Há criminosos, veem-se bandeiras das organizações criminosas”, ressaltou o ministro, acrescentando que em “60 quilômetros de profundidade” ninguém “vai encontrar um policial nem um membro das Forças Armadas colombianas realizando atividades de controle” em um espaço no qual, precisou ele, haveria cerca de “111.000 hectares de drogas”.

Diante dessa situação e afirmando não querer opinar sobre o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, o chefe do Interior equatoriano sinalizou que “não existe uma decisão política para combater o narcotráfico” no país vizinho.

“Eles têm um problema na fronteira que não estão combatendo. E isso não é apenas com o Equador. Eles estão atacando o lado colombiano. Isso não dá para esconder”, concluiu Reimberg.

Vale ressaltar que tanto Bogotá quanto Quito estão envolvidas em uma disputa diplomática sobre segurança de fronteira, bem como em uma guerra tarifária na qual o presidente equatoriano, Daniel Noboa, lançou críticas ao seu homólogo colombiano por supostamente não fazer o suficiente para combater o crime organizado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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