Publicado 27/05/2025 22:50

O Equador aconselha seus cidadãos a não viajarem para a Venezuela devido ao "sério risco de detenção arbitrária".

Archivo - 19 de dezembro de 2024, Nova York, Nova York, EUA: MARIA GABRIELA SOMMERFELD ROSERO, Ministra das Relações Exteriores da República do Equador, participa de uma reunião no Conselho de Segurança sobre Inteligência Artificial em uma visita oficial
Europa Press/Contacto/Bianca Otero - Arquivo

Caracas considera a decisão um "grande absurdo".

MADRID, 28 maio (EUROPA PRESS) -

O Ministério das Relações Exteriores do Equador recomendou nesta terça-feira que seus cidadãos não viajem para a Venezuela "devido ao sério risco de detenções arbitrárias e à falta de garantias para o devido processo legal e o direito de defesa".

"O Ministério das Relações Exteriores lembra a decisão unilateral do governo venezuelano de solicitar a retirada do pessoal consular equatoriano em outubro de 2024", disse a pasta diplomática em um comunicado no qual lamentou que essa medida de Caracas "impeça a assistência aos equatorianos residentes ou em trânsito nesse país, e é agravada pela recusa das autoridades venezuelanas em fornecer informações sobre cidadãos equatorianos detidos".

O comunicado foi respondido em tom de zombaria pelo chefe da diplomacia venezuelana, Yván Gil, que, em seu canal no Telegram, considerou o alerta emitido por Quito como uma grande "ridicularidade" e classificou o governo de Daniel Noboa como "arrastado e um lambe-botas dos gringos".

A recomendação das autoridades equatorianas ocorre no mesmo dia em que os Estados Unidos emitiram um alerta de viagem para que seus cidadãos evitem viajar para a Venezuela, citando um "risco significativo" de enfrentar uma "detenção injusta".

Caracas, por sua vez, respondeu com uma medida semelhante e pediu aos venezuelanos que residem nos EUA que considerem deixar o país.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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