Europa Press/Contacto/Al Drago - Pool via CNP
MADRID, 2 ago. (EUROPA PRESS) -
O enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, indicou neste sábado, em uma reunião com as famílias dos reféns israelenses nas mãos das milícias palestinas em Gaza, que as negociações com o movimento islâmico Hamas estão paralisadas e que neste momento a Casa Branca está contemplando uma estratégia maximalista de "tudo ou nada" para tentar libertá-los.
"As negociações com o Hamas têm sido exaustivas e agora estamos mudando de rumo: tudo ou nada", disse Witkoff no fórum, onde garantiu às famílias que o presidente dos EUA, Donald Trump, "se preocupa tanto com esses reféns como se fossem americanos".
Witkoff, no entanto, não fechou a via de negociação, embora tenha indicado que a prioridade no momento é tentar aliviar a crise humanitária desencadeada em Gaza pela ofensiva israelense após os ataques de 7 de outubro de 2023 contra seu território.
Diante das denúncias das agências da ONU e das organizações humanitárias internacionais, o enviado de Trump respondeu que "neste momento as pessoas estão passando por dificuldades e há escassez, mas não fome", de acordo com uma gravação da reunião recolhida pela mídia israelense, onde culpou o movimento islâmico por divulgar informações falsas.
O Hamas, vale lembrar, se recusou a continuar o diálogo com Israel até que o bloqueio à entrada de ajuda humanitária em Gaza seja completamente suspenso.
"Assim que refutarmos essa declaração do Hamas, espero que possamos retomar as negociações e trazer todos os reféns", disse Witkoff, que chegou ontem à região, incluindo uma visita a Gaza, para avaliar a situação em primeira mão e apresentar suas conclusões a Trump com vistas ao que o presidente americano descreveu como "um novo plano de ajuda" para o enclave, sem dar mais detalhes.
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