Publicado 31/08/2026 20:47

Empresário sequestrado em Trujillo (Peru) foi libertado e quatro supostos envolvidos foram detidos

Archivo - Arquivo - Agentes da Polícia Nacional do Peru
POLICÍA NACIONAL DE PERÚ - Arquivo

A bancada do partido de centro-esquerda “Ahora Nación” pede a renúncia do comandante-geral da Polícia Nacional, Óscar Arriola

MADRID, 1 set. (EUROPA PRESS) -

O empresário do setor de mineração sequestrado neste fim de semana na cidade de Trujillo, no noroeste do Peru, foi libertado nesta segunda-feira, conforme anunciaram as autoridades do país andino, que também informaram a prisão de quatro supostos envolvidos nesse sequestro, no qual perderam a vida quatro dos acompanhantes que viajavam com ele em seu veículo.

“Quatro supostos envolvidos nesse crime repugnante foram capturados e o cidadão que permanecia sequestrado foi libertado”, comemorou a presidente do Peru, Keiko Fujimori, em uma mensagem nas redes sociais, na qual destacou a “resposta rápida e firme” da Polícia “neste caso”.

Na mesma comunicação, a presidente expressou suas “mais sinceras condolências e solidariedade” às famílias das quatro vítimas fatais, ao mesmo tempo em que advertiu que não dará “trégua à criminalidade”.

O resgatado chama-se Jenns Lara Tantaquilla, que foi sequestrado na madrugada de domingo por um grupo de criminosos armados e vestidos de policiais que assassinaram os quatro acompanhantes que viajavam com ele em seu veículo, enquanto este circulava pela avenida Húsares de Junín.

“O que essas pessoas simularam foi uma intervenção policial; em qualquer parte do mundo, até mesmo nos locais mais seguros, os criminosos se vestem de policiais”, afirmou na ocasião, em declarações à imprensa divulgadas pela emissora RPP, o chefe da Região Policial de La Libertad, o general Ricardo Espinoza.

Por sua vez, o general da Polícia Nacional e chefe da Diretoria de Investigação Criminal (DIRINCRI), Víctor Revoredo, apontou a organização criminosa “Los Pulpos” como suposto autor intelectual do sequestro.

Vale lembrar que neste mesmo domingo, a própria Fujimori convocou uma reunião de emergência, da qual o presidente do Conselho de Ministros, Luis Galarreta, saiu apelando ao Congresso do país para priorizar o debate e a aprovação da delegação de poderes legislativos em matéria de segurança cidadã.

Isso, explicou ele, permitiria, entre outras questões, que o Estado pudesse identificar e classificar como grupos hostis ou terroristas as organizações criminosas, possibilitando assim a intervenção direta das Forças Armadas.

Da mesma forma, o partido “Juntos pelo Peru”, do candidato à presidência Roberto Sánchez, apresentou um projeto de lei que altera o artigo 8º do Decreto Legislativo 1267 e autoriza Fujimori a destituir antecipadamente o comandante-geral da Polícia Nacional do Peru, Óscar Arriola.

A isso se somou nesta segunda-feira a bancada do “Agora Nação” — formação de centro-esquerda —, que exigiu a renúncia de Arriola ao considerar que “já não é sustentável” sua permanência no cargo.

“Arriola deve renunciar! O ataque brutal em Trujillo confirma o fracasso de sua gestão diante da criminalidade. O país precisa de segurança, não de mais desculpas”, defendeu a bancada em um comunicado divulgado nas redes sociais.

Arriola ocupa o comando geral da Polícia Nacional com base em uma lei aprovada durante o governo de Pedro Castillo, que o mantém no cargo até setembro de 2027. De fato, há apenas uma semana, o próprio ministro do Interior, César Astudillo, admitiu perante a Câmara dos Deputados que o Executivo peruano não dispõe de margem legal para destituí-lo antes de ele completar dois anos no cargo, apesar das fortes críticas sobre sua gestão das questões de segurança no país.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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