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MADRID, 16 jul. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal chinês condenou na quarta-feira um empresário japonês a três anos e meio de prisão por espionagem, uma sentença que foi descrita como "extremamente lamentável" pelas autoridades japonesas, que pediram ao gigante asiático que liberte a pessoa condenada.
O condenado, funcionário da empresa farmacêutica japonesa Astellas, foi detido em março de 2023 e acusado em outubro de 2024, segundo o embaixador japonês em Pequim, Kenji Kanasugi, que ressaltou que Tóquio "continuará pedindo que esse homem seja libertado o mais rápido possível".
Kanasugi, que não deu detalhes sobre o processo judicial, disse que a explicação dada pelo tribunal "carece de transparência", de acordo com os "padrões" japoneses, ao mesmo tempo em que enfatizou que o condenado pode apelar do veredicto dentro de dez dias, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo.
Por sua vez, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, defendeu que o gigante asiático "é um país no qual reina o Estado de Direito" e acrescentou que "as autoridades judiciais tratam os casos com absoluto respeito à lei, garantindo os direitos e interesses legais das partes envolvidas".
"De acordo com as convenções internacionais relevantes e o acordo consular China-Japão, fornecemos condições para que o lado japonês realize suas tarefas consulares", enfatizou, conforme relatado pelo jornal chinês 'Global Times'.
Nesse sentido, Lin enfatizou que Pequim apoia a cooperação econômica e comercial com Tóquio. "Damos as boas-vindas às empresas estrangeiras para participarem da cooperação econômica e comercial na China", disse ele durante uma coletiva de imprensa na capital chinesa.
"Desde que os estrangeiros na China, ou aqueles que vêm para a China, cumpram a lei e conduzam suas atividades de acordo com a lei, não há necessidade de preocupação ou ansiedade", disse Lin em resposta às críticas de Tóquio ao veredicto.
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