Publicado 06/09/2026 00:14

A empresa petrolífera SLB anuncia que não participará de nenhuma atividade nas Ilhas Malvinas

Archivo - Arquivo - 25 de julho de 2026, São Paulo, São Paulo, Brasil: São Paulo (SP), 25 de julho de 2026 — Política / Convenção Nacional do PL — O presidente da Argentina, Javier Milei, participou neste sábado (25) da convenção nacional do Partido Liber
Europa Press/Contacto/Leco Viana - Arquivo

MADRID 6 set. (EUROPA PRESS) -

A empresa petrolífera SLB, uma das maiores do mundo, anunciou neste sábado que não participará de nenhuma atividade nas Ilhas Malvinas, após o endurecimento das sanções impostas pelo presidente argentino, Javier Milei, contra aqueles que participarem de iniciativas de extração de petróleo no arquipélago “sem autorização” de Buenos Aires.

A empresa com sede nos Estados Unidos, anteriormente conhecida como Schlumberger e presente em 100 países, confirmou sua posição por meio de um comunicado no qual detalhou que a decisão se baseia na regulamentação do Executivo argentino, publicada na última sexta-feira, que visa punir quem realizar atividades relacionadas a hidrocarbonetos sem autorização argentina nas Ilhas Malvinas e nas áreas marítimas correspondentes.

Nesse contexto, a SLB indicou que “não está participando nem tem previsão de participar de processos de licitação que tenham por objeto a prestação de serviços para projetos de hidrocarbonetos nas Malvinas, bem como nos espaços marítimos circundantes”.

“A SLB reafirma seu compromisso com o cumprimento das normas vigentes”, concluiu.

Da mesma forma, outras duas empresas do mesmo setor seguiram os passos da anterior e não farão parte de projetos no arquipélago, conforme informou o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno. Trata-se da Halliburton e da Baker Hughes, respectivamente a segunda e a terceira maiores empresas de serviços petrolíferos do mundo, segundo o ministro.

Milei anunciou nesta quinta-feira que assinará um decreto para acelerar o endurecimento das sanções contra aqueles que participarem de iniciativas de extração de petróleo nas Ilhas Malvinas “sem autorização” de Buenos Aires, ao mesmo tempo em que avançou na construção de uma base naval integrada na província de Terra do Fogo, localizada no extremo sul da América do Sul, e no aumento de suas capacidades na área de telecomunicações.

Além disso, ele informou que fortalecerá os mecanismos de detecção precoce e troca de informações para facilitar a imposição de sanções contra as empresas que realizam esse tipo de atividade, bem como contra seus acionistas, diretores e fornecedores. Acrescentou ainda que procederá à “proibição de operação em território argentino das empresas envolvidas direta ou indiretamente em projetos nas Ilhas Malvinas sem autorização argentina”.

Essas medidas se enquadram na reivindicação histórica de soberania formulada pela Argentina sobre as Ilhas Malvinas e os territórios marítimos circundantes, sob controle do Reino Unido.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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