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MADRI, 31 ago. (EUROPA PRESS) -
Os Emirados Árabes Unidos pediram nesta segunda-feira soluções “realistas” para a crise no Golfo Pérsico, após enfatizar que a situação de “nem guerra nem paz não é sustentável” e alertar que o memorando de entendimento acordado entre Washington e Teerã “não conseguiu traçar um roteiro prático e aceitável” para a saída do conflito.
Após a última troca de ataques militares entre o Exército dos Estados Unidos e a Guarda Revolucionária do Irã no contexto da crise em Ormuz, o assessor presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, alertou que é necessário um abrandamento das tensões e o fim da instabilidade na região.
“A situação de nem guerra nem paz não pode ser uma solução sustentável, assim como a política de atacar os países do Golfo Árabe — em referência ao Golfo Pérsico — e a Jordânia já demonstrou seu fracasso”, afirmou o ex-ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos entre 2008 e 2021.
“O que é necessário hoje são soluções políticas realistas e sustentáveis que abordem as dimensões políticas e econômicas da crise, começando pela superação da escalada e pelo retorno da navegação no Estreito de Ormuz à normalidade”, defendeu.
O assessor dos Emirados Árabes Unidos destacou, assim, que é necessária uma abordagem “mais realista” que vá além do memorando de entendimento firmado entre os Estados Unidos e o Irã em junho passado e que “não conseguiu traçar um roteiro prático e aceitável” para a saída da crise.
A Guarda Revolucionária reivindicou, nas últimas horas, ataques contra a Jordânia e os Emirados Árabes Unidos em resposta aos últimos bombardeios dos Estados Unidos contra a ilha de Larak. Abu Dhabi confirmou que suas forças “responderam a um drone detectado sobre as águas territoriais do país quando se aproximava do Irã”, ao mesmo tempo em que negou que mísseis tenham atingido a base de Al Minhad.
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