Publicado 05/06/2025 02:10

Embaixador palestino na ONU lamenta veto dos EUA ao cessar-fogo em Gaza com "exigências mínimas"

28 de maio de 2025, Nova York, Nova York, EUA: O embaixador Riyad Mansour do Estado da Palestina se emociona ao falar durante a reunião do Conselho de Segurança na sede da ONU em Nova York, em 28 de maio de 2025
Europa Press/Contacto/Lev Radin

MADRID 5 jun. (EUROPA PRESS) -

O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansur, lamentou nesta quarta-feira o veto dos Estados Unidos à resolução do Conselho de Segurança da ONU que pedia um cessar-fogo "imediato, incondicional e permanente" na Faixa de Gaza.

"Era de se esperar que essas exigências mínimas, ditadas pela humanidade, legalidade e moralidade, tivessem recebido apoio unânime. Mas, infelizmente, elas foram vetadas", disse ele à cúpula internacional, que rejeitou um texto que também pedia o levantamento de todas as restrições à entrada de ajuda humanitária no enclave e a libertação de reféns mantidos pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outras milícias.

O diplomata palestino apontou para a declaração na qual o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) descreveu a Faixa como "o lugar mais faminto do mundo" e "o único território definido no mundo onde toda a população corre o risco de passar fome". "Será que este Conselho não pode dizer nada a respeito?", exigiu o embaixador em palavras que a própria missão diplomática palestina destacou na rede social X.

Além disso, Mansur destacou que "a única coisa que pode parar esse genocídio são medidas imediatas e reais por parte dos Estados para dissuadir Israel de prolongar essa agressão contra o povo palestino e forçá-lo a parar a marcha louca que empreendeu através do território palestino ocupado".

A resolução foi proposta pelos dez membros não permanentes do Conselho: Argélia, Dinamarca, Grécia, Guiana, Paquistão, Panamá, Serra Leoa, Eslovênia, Coreia do Sul, Serra Leoa e Somália. Eles argumentaram que as condições em Gaza "continuaram a se deteriorar em meio à operação militar intensificada de Israel" após a violação do acordo de cessar-fogo em março e a decisão das autoridades israelenses de impedir a entrada de ajuda, causando "milhares de vítimas", deslocamento em larga escala e "um risco crítico de fome".

No final, todos os membros do Conselho de Segurança aprovaram o texto, exceto Washington, que usou seu poder de veto para considerar o texto "inaceitável", de acordo com sua representante na ONU, Dorothy Shea, que garantiu que não apoiaria "nenhuma medida que não condenasse o Hamas, exigisse seu desarmamento e que deixasse Gaza". "O veto dos EUA não deve ser uma surpresa", acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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