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MADRID, 2 abr. (EUROPA PRESS) -
O embaixador de Israel na Alemanha, Ron Prosor, descartou nesta quinta-feira a “ocupação permanente” pelo sul do Líbano por parte das forças israelenses, onde o Exército continua com sua incursão terrestre, supostamente com o objetivo de acabar com o partido-milícia libanês Hezbollah.
“Vamos avançar tanto quanto for necessário e permaneceremos nessa zona enquanto Israel continuar sendo bombardeado e até que isso termine e nossos residentes estejam a salvo”, esclareceu durante uma entrevista à RND.
No entanto, seus comentários contradizem as declarações do ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, que assinalou em várias ocasiões que a zona do rio Litani, no sul do Líbano, deveria se tornar a nova fronteira entre os dois países.
Por sua vez, o ministro da Defesa, Israel Katz, enfatizou que o país “apenas busca assumir o controle de uma determinada zona ao norte” do referido rio por um período de tempo “limitado” e à medida que avança a ofensiva desencadeada em conjunto com os Estados Unidos contra o Irã.
Foi precisamente essa operação que provocou o lançamento de projéteis pelo Hezbollah em direção ao território israelense, o que resultou em uma dura ofensiva que já deixou mais de 1.200 mortos em solo libanês — já que Israel considera que muitas localidades do sul do país constituem “bastiões” do grupo.
“O Hezbollah tem no Líbano um bastião e construiu uma infraestrutura terrorista no sul do país”, enfatizou o próprio Proso, que afirmou que essa “milícia está usando civis como escudos humanos e tem atacado Israel de forma persistente”.
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