Iranian Supreme Leader'S Office / Zuma Press / Con
MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -
O embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, afirmou nesta quarta-feira que não há negociações em andamento com os Estados Unidos, embora tenha indicado que “países amigos” estão consultando tanto Washington quanto Teerã, num momento em que Islamabad se propôs como possível facilitador de um acordo que ponha fim à ofensiva surpresa lançada no último dia 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel.
“Ouvimos informações pela mídia, mas, segundo minhas informações, e ao contrário das afirmações do presidente Donald Trump, não ocorreram negociações, diretas ou indiretas, entre os dois países até o momento”, afirmou Moghadam em declarações divulgadas pela emissora catariana Al Jazeera.
De qualquer forma, o representante diplomático iraniano no Paquistão destacou que “países amigos” mantiveram “consultas com ambas as partes” com o objetivo de pôr fim à guerra.
Essas declarações surgem no momento em que as autoridades do Paquistão se ofereceram para “sediar” “conversas significativas” entre os Estados Unidos e o Irã para pôr fim à guerra desencadeada no Oriente Médio. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, indicou que poderia facilitar conversas “conclusivas que permitam uma solução integral para o conflito em curso”.
Na mesma linha, países como a Turquia e Omã intensificaram os contatos diplomáticos, uma vez que Trump mudou de postura no conflito no Irã e agora se mostra aberto a relançar um processo de negociação com a República Islâmica para estudar uma saída diplomática para a guerra.
Após revelar “conversas muito sólidas” com o Irã nos últimos dias e sublinhar que há um consenso “importante” sobre os pontos para um eventual pacto com Teerã que ponha fim à guerra, Trump insistiu em iniciar negociações que passariam pela renúncia explícita da República Islâmica à posse de armas nucleares.
Do lado iraniano, negam que estejam ocorrendo negociações com Washington, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohamed Baqer Qalibaf, atribuiu o anúncio do presidente norte-americano sobre um acordo iminente com Teerã a uma tentativa de “manipular” o preço do petróleo.
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