Publicado 10/09/2026 02:54

O embaixador dos EUA no Chile esclarece que não foi realizada uma “investigação independente” sobre a onda de protestos

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo dos protestos contra o governo do Chile em 2019.
Matias Pina/Agencia Uno/dpa - Arquivo

MADRID 10 set. (EUROPA PRESS) -

O embaixador dos Estados Unidos no Chile, Brandon Judd, esclareceu nesta quarta-feira, após ter sido convocado pelo Ministério das Relações Exteriores sul-americano a respeito de declarações anteriores nas quais atribuía a “ativistas de esquerda” pelos distúrbios registrados no país durante a onda de protestos sociais de 2019, que tais declarações se baseiam em uma conclusão a que chegou a Inteligência dos Estados Unidos com base em informações do Congresso chileno, de acadêmicos e da polícia.

“Não realizamos uma investigação independente; o que fizemos foi analisar as informações que vinham do Chile”, afirmou ele em declarações à imprensa, divulgadas pelo jornal ‘La Tercera’, após uma reunião com o ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna.

Judd foi convocado à sede do Ministério após afirmar, em entrevista à rede CNN, que “sem dúvida, as evidências apontam que foram ativistas de esquerda que perpetraram” os distúrbios registrados em 2019 no país.

“Em 2019, o que nossos serviços de inteligência nos dizem é que, categoricamente, a origem foi de organizações de esquerda ou de ideologia de esquerda”, destacou na ocasião o chefe da representação diplomática dos Estados Unidos no Chile, embora tenha acrescentado que as agências de inteligência haviam “analisado” e não haviam se deslocado ao território chileno para fazê-lo.

Devido a tais declarações, após observar que essa informação não havia sido entregue à Justiça chilena, o Ministério das Relações Exteriores do país o convocou com o objetivo de “solicitar informações sobre os antecedentes relacionados aos episódios de violência ocorridos em 18 de outubro de 2019 e nos dias subsequentes”.

De acordo com um relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vários grupos atacaram, em 2019, espaços privados, locais de culto e infraestrutura pública, bem como meios de comunicação. Da mesma forma, determinou que, por sua vez, as forças de segurança agiram “de forma desproporcional” e houve um “uso excessivo da força” por parte do Estado, então liderado pelo ex-presidente Sebastián Piñera, que declarou estado de emergência e toque de recolher para conter as manifestações.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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