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MADRID, 28 abr. (EUROPA PRESS) -
O embaixador do Irã na Espanha, Reza Fabib, destacou nesta terça-feira que o "máximo" poderio militar dos Estados Unidos não foi capaz de "mudar a vontade" do povo iraniano, durante um encontro realizado em Madri, em meio aos esforços para retomar as negociações com o governo Trump após a ofensiva lançada em conjunto com Israel contra o país asiático.
Foi o que ele afirmou durante um evento organizado pela Siglo XXI na capital espanhola, no qual defendeu que as autoridades iranianas "demonstraram que o poder militar não garante nenhuma vitória sobre a vontade dos povos".
“Nenhuma mudança ocorreu no país que está sendo vítima da agressão, neste caso, meu país”, declarou, antes de enfatizar que não foi Teerã quem iniciou o que chamou de “guerra de agressão”.
O embaixador reiterou as três condições “indispensáveis” para que as autoridades iranianas aceitem um acordo com o governo Trump que ponha fim ao conflito desencadeado no Oriente Médio: “pôr fim à agressão”, iniciar uma “negociação justa (e) lógica que respeite os direitos do povo iraniano” e, em terceiro lugar, insistiu para que os Estados Unidos “não traíssem pela terceira vez a diplomacia”.
Nesse sentido, ele lembrou que Teerã e Washington estavam no meio de negociações sobre questões nucleares quando o Exército israelense atacou território iraniano em junho de 2025.
Questionado justamente sobre a exclusão da questão nuclear nas conversas atuais, o diplomata iraniano garantiu que a República Islâmica não tem objeções em abordá-la, embora tenha defendido que, quando há uma guerra em curso, pôr fim a ela “é o mais importante”.
O embaixador, que lamentou “falar sobre a guerra e não sobre a paz”, defendeu que seu país demonstrou que pode governar “mesmo” em circunstâncias difíceis, citando como exemplo o assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, nos ataques de 28 de fevereiro em Teerã.
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