Diego Radamés - Europa Press
MADRID, 19 abr. (EUROPA PRESS) -
A Embaixada da Venezuela na Espanha pediu desculpas pelos gritos racistas e pelas declarações de Carlos Baute ocorridos no evento da líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, realizado neste sábado em Madri.
“Esta Embaixada expressa suas mais sinceras desculpas ao povo da Espanha, que conhece em sua própria história o horror do fascismo e dos crimes de ódio”, declarou a embaixadora venezuelana, Gladys Gutiérrez, em um comunicado divulgado neste domingo.
Momentos antes da aparição de Machado na varanda da Real Casa de Correos, o cantor Carlos Baute, que se apresentava no palco montado na praça, incitou os milhares de participantes presentes com o grito de “Fora a macaca!”, em referência à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
A embaixada condenou especialmente o fato de as expressões terem sido dirigidas contra uma mulher, considerando que isso constitui “uma forma de violência política baseada na misoginia e no racismo”. O comunicado ressalta ainda que chamar uma mulher de “mona” constitui “um ato de desumanização incompatível com os princípios do direito internacional dos direitos humanos”.
Segundo o comunicado, a Venezuela “denuncia categoricamente esses fatos” e reafirma que suas mulheres, “como figuras históricas e políticas, não podem nem serão alvo de discursos de ódio, venham de onde vierem”.
A representação diplomática lembrou que a Venezuela é “uma nação profundamente mestiça, forjada na diversidade e no encontro de raízes indígenas, africanas e europeias”, e que qualquer tentativa de “degradar, desumanizar ou estigmatizar a partir dessa diversidade” representa, em sua opinião, “uma agressão direta à própria essência do venezuelano”.
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