Publicado 29/08/2026 21:34

Em Sinaloa (México), a fundadora de um coletivo que busca pessoas desaparecidas vítimas do crime organizado é agredida

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Europa Press/Contacto/Josue Perez - Arquivo

MADRID 30 ago. (EUROPA PRESS) -

A fundadora do coletivo de busca “Voces Unidas por la Vida”, a ativista Alma Rosa Rojo Medina, ficou ferida neste sábado após ser baleada por um grupo armado em Culiacán, cidade no estado de Sinaloa, localizada no noroeste do México, um dia antes da comemoração do Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimento Forçado.

O ataque ocorreu no bairro Estela Ortiz de Toledo por volta das 13h30 (hora local), quando o veículo em que a ativista viajava com sua família foi interceptado por homens armados, que atacaram Rojo Medina e uma de suas filhas.

Ambas ficaram feridas no ataque, mas encontram-se em estado estável e fora de perigo no hospital. Além disso, as autoridades acionaram o Código Prata, um protocolo de segurança hospitalar que é ativado para proteger pacientes em situações de violência extrema.

“A Segurança Pública de Sinaloa informa que, neste dia 29 de agosto de 2026, ocorreu um ataque a tiros no bairro Esthela Ortiz de Toledo, em Culiacán, contra duas mulheres, identificadas como integrantes de um coletivo de busca de pessoas; ambas foram levadas a um hospital, onde o Código Prata já foi acionado e permanecem sob proteção. Seu estado de saúde é considerado estável”, informou o órgão em uma mensagem em suas redes sociais.

De acordo com a Procuradoria-Geral do Estado de Sinaloa, foi aberta uma investigação pelo crime de “tentativa de feminicídio”. Da mesma forma, as autoridades judiciais confirmaram que uma das principais linhas de investigação analisa se o ataque está diretamente ligado à trajetória de Rojo Medina na localização de pessoas desaparecidas, trabalho que ela iniciou em 2009 após o desaparecimento de seu irmão.

O “Voces Unidas por la Vida” é um coletivo que reúne mais de 200 famílias em Sinaloa que buscam pessoas desaparecidas no estado, possivelmente vítimas do crime organizado. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre possíveis prisões.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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