Publicado 12/01/2026 10:41

O ELN pede um "acordo nacional" para superar o conflito num contexto de "agressões imperialistas".

Archivo - Arquivo - 5 de abril de 2025, Pasto, Nariño, Colômbia: O presidente colombiano Gustavo Petro participa de um evento na cidade de Pasto, anunciando a destruição de materiais de guerra e a incorporação em programas de substituição de culturas dos
Europa Press/Contacto/Camilo Erasso - Arquivo

Petro concordou recentemente com Trump em realizar “ações conjuntas” contra o ELN para evitar que use a Venezuela como retaguarda MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) -

A delegação do Exército de Libertação Nacional (ELN) propôs nesta segunda-feira impulsionar um “acordo nacional” na Colômbia no âmbito da campanha eleitoral para superar a “crise estrutural” e o “conflito social, político e armado” no país.

“Consideramos a atual campanha eleitoral como uma oportunidade para debater essa proposta, de modo que, com o início do próximo governo, possamos abordar a construção desse acordo nacional”, diz um comunicado da delegação negociadora de paz do ELN.

Essa iniciativa “deve ser construída com a participação protagonista da sociedade”, com o objetivo de se tornar um “mandato constitucional”, respeitado por todos os governos, “independentemente da força política que governe”.

Entre as prioridades estão “chegar a um consenso sobre uma verdadeira política de soberania nacional e popular; erradicar a pobreza, a perseguição política, a corrupção e o paramilitarismo; construir um novo modelo econômico para atender às necessidades da população e das comunidades; proteger os ecossistemas e fazer a transição para energias limpas e um plano para superar o narcotráfico com a participação das comunidades”.

“São necessárias Forças Armadas que protejam a população, que permitam a diversidade política, que não a reprimam, que sejam garantes da democracia e da soberania nacional”, afirmou a delegação do ELN, acrescentando que o acordo permitiria à Colômbia “construir seu futuro em democracia, soberania, equidade e justiça social para o bem da maioria”.

CONTEXTO INTERNACIONAL O ELN enquadrou esta proposta no contexto de um mundo “convulsionado” pelas recentes “agressões do imperialismo norte-americano”, em referência à captura pelo Estados Unidos do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, numa operação militar em Caracas.

Segundo o ELN, este pacto deve responder à realidade de “maior subjugação da América Latina” por parte dos Estados Unidos. Da mesma forma, a guerrilha destaca que “se agudizou o confronto político” face aos diferentes processos eleitorais previstos para 2026, com eleições legislativas a 8 de março e presidenciais a 31 de maio.

Isso ocorre depois que o presidente colombiano, Gustavo Petro, concordou com Trump em uma recente ligação telefônica em realizar “ações conjuntas” contra o grupo paramilitar ELN para evitar que ele use a Venezuela como retaguarda após as ameaças de Washington sobre uma eventual intervenção militar em Bogotá. O inquilino da Casa Branca receberá Petro previsivelmente na primeira semana de fevereiro. A conversa telefônica, na qual abordaram a situação da “Venezuela e a questão do narcotráfico”, serviu para amenizar as tensões entre os líderes diante das recentes trocas de acusações.

O líder colombiano chegou a dizer que poderia retomar as armas que deixou após seu passado guerrilheiro em resposta ao que chamou de “ameaças ilegítimas” depois que Trump manifestou sua disposição de repetir a operação contra Maduro na Colômbia, alegando que o país “está muito doente, governado por um homem que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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