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MADRID, 19 ago. (EUROPA PRESS) -
O comandante do grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN), Antonio García, negou nesta segunda-feira qualquer responsabilidade do grupo armado no atentado de 7 de junho em Bogotá contra o senador e pré-candidato presidencial conservador Miguel Uribe, que acabou morrendo há pouco mais de uma semana, depois que o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apontou em várias ocasiões o ELN como o "provável" autor do assassinato.
"O ELN é acusado pelo presidente de um ato que não realizou. O ELN, quando faz algo, tem a coragem de responder", disse ele em uma declaração na qual acusou o presidente colombiano de "ousar mentir descaradamente, dizendo que o ELN está envolvido no tráfico de drogas".
García fez eco às observações de Petro na semana passada, quando disse: "O ELN também está matando colombianos aqui. E é provável, mas não posso afirmar com certeza, que seja o autor do assassinato do senador Miguel Uribe Turbay por dinheiro".
Nesse sentido, ele considerou que com essas declarações, que ele descreveu como "trava-línguas ou "trabalenguas o traba-verdades", o presidente "está tentando deixar na mente das pessoas que foi o ELN o responsável pelo assassinato" do pré-candidato presidencial do Centro Democrático.
Ele acrescentou, "sem mais nem menos e como que pelo encanto de algumas palavras reunidas em um trava-língua", depois de criticar Petro por "estar ciente de que (a autoria) não está confirmada (e) não espera pela investigação".
O líder do ELN também afirmou que o presidente "sem dúvida se presta aos planos imperialistas dos EUA" e que "está pagando algo aos gringos com essas mentiras", ao mesmo tempo em que lhe pediu "responsabilidade com a história e que não seja uma estrela para a mídia de desinformação".
Além disso, ele denunciou que "a dor (pela morte de Uribe) é manipulada, (...) tentando maliciosamente culpar o ELN", bem como para obter ganhos eleitorais, e destacou que o pai da vítima, o ex-político Miguel Uribe Londoño, "por meio de seus vínculos e ações, 'non sanctas', com ou contra alguns emeralderos, acabou colocando seu filho em sério risco".
Por sua vez, Petro garantiu em sua conta na rede social X que "nunca" fez tais acusações e pediu ao grupo armado que "leia mais do que a imprensa, diretamente (seus) discursos".
"Eu não falo por falar. As evidências mostram um caminho para a Segunda Marquetalia, com sede na Venezuela e na Colômbia; é provável que a Segunda Marquetalia tenha sido paga para assassinar o senador", disse ele sobre esse dissidente das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Petro afirmou que os dois grupos armados "estão em guerra aberta contra o governo, estão em oposição armada". "Ambos estão focados em economias ilícitas, entraram em guerra entre si, depois da armadilha que o ELN preparou para a Segunda Marquetalia em território venezuelano", concluiu.
No início de agosto, a Segunda Marquetalia denunciou ter sido vítima de uma emboscada do ELN, que acusou de realizar um ataque com explosivos quando os dois grupos estavam prestes a se encontrar, matando assim um de seus líderes, José Sierra Sabogal, vulgo 'Zarco Aldinever', ligado por Bogotá justamente no assassinato do senador Uribe.
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