Publicado 18/03/2026 10:11

O ELN inicia uma nova paralisação armada em Chocó em resposta à "cumplicidade" entre paramilitares e o Exército

Archivo - Arquivo - Membro da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia em uma foto de arquivo
BRASIL DE FATO / FLICKR - Arquivo

MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -

A guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) iniciou nesta quarta-feira, até novo aviso, sua primeira paralisação armada de 2026 no departamento de Chocó, no oeste da Colômbia, em protesto contra a “conivência” entre os grupos paramilitares e as forças de segurança.

A Frente de Guerra Ocidental Ogli Padilla do ELN apontou a conivência do Exército com o líder do Clã do Golfo na região, Pablo Antonio Borja, conhecido como “Piernas Limpias”, como responsável por esta nova paralisação armada, que afeta a região de Bajo Baudó, que abrange os rios Ocampadó, Ijuá e Orpúa.

O ELN explicou que, há uma semana, as forças do Clã do Golfo comandadas por “Piernas Limpias” cruzaram os rios Ocampadó e Ijuá com a “cumplicidade” das tropas do Exército, ao qual acusam de operar na região contra as comunidades locais em “clara aliança” com o Clã do Golfo.

“Decretamos uma paralisação armada por tempo indeterminado (...) nos rios acima mencionados para evitar acidentes, pois é difícil identificar se as embarcações são de civis ou do grupo paramilitar”, anunciou a guerrilha.

Embora seja a primeira paralisação armada em Chocó desde o início de 2026, a região tem sido palco habitual, nos últimos anos, de uma disputa acirrada entre a guerrilha e outros grupos armados pelo controle do território e das rotas do narcotráfico, principalmente nos municípios de Alto, Médio e Baixo Baudó.

Disputas que, até o momento, deixaram milhares de deslocados, especialmente em Bajo Baudó. A governadora da região, Nubia Córdoba, denunciou nas redes sociais essa “nova restrição ilegal” anunciada pela guerrilha, que já na véspera atacou uma delegacia na localidade de Santa Rita.

“Este é o terceiro ataque consecutivo sofrido por este município, e se soma a outros casos como o de San José de Palmar. Neste momento, estamos instalando um conselho de segurança, com a presença de todas as forças e do Ministério Público, para abordar este panorama complexo na ordem pública departamental”, anunciou.

Essa paralisação armada ocorre três meses após a anunciada em dezembro, em resposta às ameaças proferidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a Colômbia, aproveitando o impulso da prisão, no início daquele mês, de seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas.

Aquela paralisação armada de 72 horas deixou pelo menos cinco mortos e afetou cerca de quinze departamentos, com ataques, bloqueios de estradas, explosões, ameaças e restrições à mobilidade da população civil.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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