Publicado 04/05/2026 13:54

O ELN estende sua proposta de um “Acordo Nacional” ao próximo governo que for eleito na Colômbia

Archivo - Arquivo - 11 de agosto de 2025, Bogotá, Cundinamarca, Colômbia: A Presidência da Colômbia hasteou a bandeira a meio mastro no Palácio Narino, enquanto o Capitólio colombiano se prepara para a chegada do caixão, que ficará em câmara mortuária por
Europa Press/Contacto/Sebastian Barros - Arquivo

MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -

A guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) estendeu sua proposta de construir um “Acordo Nacional” ao novo governo que sair das urnas e assumir o poder no próximo dia 7 de agosto, ao mesmo tempo em que rejeitou qualquer vínculo com o narcotráfico, em resposta à sugestão do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que na última sexta-feira reabriu as portas para o diálogo com o grupo armado, desde que este opte por desmantelar, em conjunto com o Estado, as “economias ilícitas”.

“O ELN reitera ao próximo governo, que assumirá em 7 de agosto de 2026, sua proposta de construir um Acordo Nacional, em um processo amplo e democrático, com a participação da sociedade”, afirmou o Comando Nacional do ELN em um comunicado divulgado nas redes sociais, sobre uma iniciativa apresentada pela guerrilha a Petro em várias ocasiões.

Nesse sentido, o ELN acusou o presidente de ter “descumprido” o acordado na mesa de negociações. "Usando a perfídia para obter vantagens militares e impor velhas lógicas em busca da desmobilização, ele acabou por naufragar o processo e, assim, deu rédea solta às suas ameaças com operações militares e bombardeios, com a pretensão de destruir o ELN", relatou.

Assim, criticou Petro por ter suspendido o diálogo com o grupo quando este não aceitou suas condições. "O Estado e seus governos têm sido incoerentes na busca por uma saída política para o conflito, que construa a paz com transformações estruturais para a sociedade; eles têm querido impor seus pontos de vista e projetos, mas quando tais imposições não são aceitas, desconsideram as regras do jogo acordadas e se levantam da mesa, um costume recorrente desde 1991", lamentou.

O ELN ressaltou que “negociar não é rendição ou submissão, é chegar a um acordo para cumprir o pactuado com o objetivo de mudar a realidade do país, para o bem da maioria” e que “nunca se levantou das mesas de negociação estabelecidas” desde 1989, uma postura defendida “por convicção de paz”.

Da mesma forma, o grupo garantiu que “cumpre o que diz, não mente, reconhece o que faz, sua política é pública e transparente para o povo e para o mundo” e que, ao contrário, “para o Estado e o governo colombianos, tornou-se política mentir e enganar, doutrina e diretriz que recebem dos Estados Unidos”.

Por outro lado, negou manter vínculos com o tráfico de drogas, afirmando que “o ELN não participa de nenhum dos elos do narcotráfico”. “Não somos narcotraficantes nem fazemos parte de nenhum cartel e muito menos temos acordos com nenhum deles. Nossa história é limpa e continuaremos promovendo uma proposta alternativa para a superação deste problema crítico que afeta a humanidade”, declarou.

Dessa forma, o grupo armado respondeu às declarações de Petro na última sexta-feira, quando sugeriu que poderia haver um novo processo de negociações, afirmando que “se o ELN decidir desmantelar conosco as economias ilícitas, novos caminhos para a paz se abrirão”.

O ELN sinalizou que se trata de “mentiras” e garantiu que estas “não servirão para encobrir (o) fracasso” de Bogotá e Washington no combate ao narcotráfico. “Não há razões que justifiquem a invenção de mentiras com o propósito de obter ganhos políticos fazendo-se de vítimas”, sustentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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