Publicado 10/02/2026 15:43

O ELN confirma sua autoria do atentado que matou dois escoltas do senador Jairo Castellanos

Archivo - Arquivo - Membro da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia em uma imagem de arquivo
BRASIL DE FATO / FLICKR - Arquivo

A guerrilha afirma que o senador não era o alvo e responsabiliza a equipe de segurança pelo ataque MADRID 10 fev. (EUROPA PRESS) -

A guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) confirmou nesta terça-feira estar por trás do atentado que há alguns dias matou dois escoltas do senador Jairo Castellanos e responsabilizou a equipe de segurança por não cumprir os controles que havia estabelecido em Arauca para evitar confrontos com outros grupos armados.

“Não era nosso objetivo, nem nossa orientação, atacar o senador Castellanos ou restringir suas tarefas eleitorais na região”, começa o comunicado da Frente de Guerra Oriental do ELN, cinco dias após o ataque que tirou a vida dos escoltas Esmely Manrique e Wilmer Leal.

Segundo a versão oficial, o ataque ocorreu em uma zona rural do município de Fortul, quando um grupo de homens armados abordou o veículo em que viajava a equipe de segurança do senador, que não se encontrava no local naquele momento.

Castellanos explicou que sua equipe caiu em uma emboscada e que três caminhonetes bloquearam o caminho, impedindo qualquer rota de fuga, momento em que se iniciou um tiroteio. Essa versão contradiz a oferecida pelo ELN no comunicado, no qual eles afirmam que a comitiva do senador ignorou um bloqueio.

“Solicitamos às entidades civis estatais, às campanhas políticas e à população que respeitem e facilitem os controles colocados nas estradas, que são mecanismos de segurança e defesa normais em um conflito como o colombiano”, justificou a guerrilha, explicando que esses bloqueios servem para neutralizar as ações das Forças Armadas e das gangues de mercenários.

Da mesma forma, o ELN ressaltou que não tem qualquer intenção de impedir ou alterar o processo eleitoral de março, nem as próximas eleições presidenciais. Vale lembrar que a equipe de segurança de Castellanos se deslocava para o município de Yopal, onde o senador estava fazendo campanha eleitoral. O ataque também resultou no sequestro, por várias horas, de três pessoas que viajavam na caravana que se dirigia para buscar o senador da Aliança Verde.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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