Publicado 20/05/2026 12:09

O ELN anuncia um cessar-fogo unilateral para o dia das eleições na Colômbia

Archivo - Arquivo - Membro da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia em uma foto de arquivo
BRASIL DE FATO / FLICKR - Arquivo

MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -

A guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou nesta quarta-feira um cessar-fogo unilateral de 30 de maio a 2 de junho, por ocasião do primeiro turno das eleições na Colômbia, no domingo, 31 de maio.

O grupo armado informou que a decisão é motivada por “seu respeito ao livre direito ao voto” e que, além disso, não interferirá no processo eleitoral. “Ficou claro, mais uma vez, que o ELN não tem como política ameaçar nem atacar candidatos”, reafirmou a guerrilha.

Nesse sentido, a direção nacional do ELN instou “todas as suas forças combatentes” a se absterem de empreender “operações militares ofensivas” contra as Forças Armadas da Colômbia.

Ao mesmo tempo, o ELN aproveitou o comunicado para esclarecer que os últimos bombardeios do Exército contra suas posições no município de Tibú, em Norte de Santander, durante a noite de 9 de maio, “caíram no vazio”, pelo que não tiveram de lamentar nem mortos nem feridos.

Essa declaração do ELN se soma às de outros grupos armados, como o narcoparamilitar Clã do Golfo, que nos últimos dias informaram à opinião pública que não interferirão no processo eleitoral.

No entanto, o governo colocou em dúvida esse tipo de declaração. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, declarou que, se esses grupos armados “são capazes de delinquir e matar”, também são capazes de mentir.

Nas últimas horas, a campanha eleitoral foi marcada pela tentativa de sequestro do senador Alexander López, coordenador do partido Pacto Histórico, a formação da coalizão governista pela qual concorre o principal favorito dessas eleições, Iván Cepeda, durante sua passagem pela Via Pan-Americana, entre Popayán e Cali.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, atribuiu a responsabilidade por esses fatos às dissidências do Estado-Maior Central (EMC) das extintas FARC, comandadas por Néstor Vera Fernández, conhecido como “Iván Mordisco”.

A duas semanas das eleições, Cepeda — que esteve sempre na liderança das pesquisas — lidera com 35% dos votos contra a conservadora Paloma Valencia, que alcançaria 25%, mas que, no segundo turno de 21 de junho, graças à concentração de forças da direita, parte com vantagem.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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