MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) - A guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou nesta segunda-feira um cessar-fogo unilateral por ocasião das eleições legislativas e das primárias presidenciais dos partidos que serão realizadas no próximo dia 8 de março, pois considera “muito importante que o povo vote livremente”.
“Durante os processos eleitorais dos últimos quatro governos, o ELN realizou um cessar-fogo unilateral. Portanto, continuaremos agindo de acordo com nossa política em favor do povo e sua atuação em liberdade”, afirmou o grupo armado em um comunicado.
“Para o ELN, é muito importante que o povo vote livremente em quem considerar, ou se abstenha se achar pertinente”, enfatizou a guerrilha, que se distancia das “más práticas” daqueles que querem responsabilizar o grupo por “afetar o livre exercício do voto no país”.
“O ELN não é uma organização eleitoral, não participa com candidatos, nem financia nenhuma campanha, como faz o narcotráfico por meio de dezenas de clãs políticos”, acusou o grupo armado, embora tenha criticado aqueles que governaram a Colômbia por não terem ouvido “a voz da maioria”.
Nesse sentido, o ELN voltou a colocar em cima da mesa sua proposta de um “acordo nacional” e se abre para negociá-lo tanto com o Congresso que surgirá das legislativas de março quanto com o presidente que sair das eleições de 31 de maio. “A Colômbia precisa construir soluções de futuro em democracia, soberania, equidade e justiça social, para o bem da maioria”, enfatizou.
No próximo dia 8 de março, os colombianos elegerão a composição de ambas as câmaras do Congresso. Paralelamente, várias coalizões elegerão seus candidatos para as eleições presidenciais de 31 de maio.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático