Publicado 23/03/2026 17:18

O Egito vê nas palavras de Trump uma "oportunidade" para pôr fim à guerra no Irã

10 de março de 2026, Cairo, Egito: O presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi participou por videoconferência de uma reunião de emergência convocada pela União Europeia para discutir os acontecimentos regionais, com a participação de líderes e autoridades
Europa Press/Contacto/Egyptian President Office a

MADRID 23 mar. (EUROPA PRESS) -

O Ministério das Relações Exteriores do Egito saudou nesta segunda-feira as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre supostas negociações em andamento com as autoridades do Irã — que negaram tal fato — e instou a “aproveitar esta oportunidade” para pôr fim ao conflito, desencadeado na sequência da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o país asiático no último dia 28 de fevereiro.

“O Egito acolhe com satisfação todos os esforços e iniciativas voltados para reduzir as tensões e abrir caminho para a desescalada e o fim da guerra”, afirmou em comunicado divulgado nas redes sociais, onde destacou as declarações do presidente norte-americano. “O Egito reconhece a importância de aproveitar esta oportunidade e, a partir dela, priorizar o diálogo para deter a escalada e, em última instância, pôr fim à guerra”, acrescentou.

O Ministério das Relações Exteriores exortou a “incentivar essas vozes positivas que apoiam o diálogo e a negociação” e assegurou, na mesma linha, que o Cairo “não poupará esforços para continuar suas intensas diligências, em plena coordenação com parceiros regionais e internacionais”, a fim de pôr fim ao conflito desencadeado no Oriente Médio.

Nesse sentido, aproveitou para destacar seus “esforços incansáveis” realizados até o momento, incluindo “diálogos intensos com todas as partes envolvidas (...) para reduzir a tensão e alcançar um cessar-fogo que ponha fim ao conflito atual e evite sua expansão para um estado de caos regional generalizado”.

No entanto, reiterou sua condenação aos ataques iranianos contra os vizinhos do Golfo Pérsico e a Jordânia, país que descreve como “irmão”, e afirmou que “rejeita categoricamente qualquer violação de sua segurança e soberania”.

Essas declarações do Egito surgem depois que Trump garantiu que seu governo manteve “conversas muito sólidas” com o Irã neste domingo e que elas continuarão nesta segunda-feira, após indicar que há um consenso “importante” sobre os pontos para um eventual acordo com Teerã que ponha fim à guerra, embora as autoridades iranianas tenham negado ao longo do dia que haja qualquer negociação com Washington.

“Não houve nenhuma negociação com os Estados Unidos. Eles utilizam notícias falsas para manipular os mercados financeiros e do petróleo e, assim, sair do atoleiro em que os Estados Unidos e Israel estão presos”, afirmou nas redes sociais o presidente do Parlamento iraniano, Mohamed Baqer Qalibaf.

Nesta mesma segunda-feira, Trump anunciou o adiamento por cinco dias do ultimato ao Irã, que terminava na segunda-feira e pelo qual exigia que Teerã permitisse a livre passagem pelo Estreito de Ormuz ou, caso contrário, atacaria suas usinas de energia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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