Abed Rahim Khatib/dpa - Arquivo
MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades egípcias condenaram nesta quinta-feira a operação anunciada no dia anterior pelo governo israelense para tomar a cidade de Gaza e disseram que se tratava de um "desrespeito aos mediadores e ao acordo de cessar-fogo proposto".
O Ministério das Relações Exteriores do Egito, que alertou em uma declaração sobre as consequências da expansão das operações militares na Faixa de Gaza, expressou sua "preocupação" com essas medidas, que "continuam a consolidar uma ocupação ilegal dos territórios palestinos" e é uma violação "flagrante" do direito internacional.
"Condenamos veementemente as políticas israelenses de expansão da ocupação e os crimes sistemáticos contra civis inocentes, bem como o contínuo deslocamento forçado da população palestina de suas terras, o que só agrava a crise atual.
Também apontou que o governo israelense está "ignorando as exigências internacionais para o fim da guerra e a necessidade de acabar com o sofrimento do povo palestino após dois anos de violações atrozes".
"O Egito adverte que essas medidas arrogantes (...) que só atendem a interesses políticos ou falsas crenças só respondem ao enfraquecimento do sistema judicial internacional", disse, ao mesmo tempo em que esclareceu que isso levará a um aumento da violência na região e terá "repercussões para os próximos anos".
Ele conclamou a comunidade internacional a "intervir urgentemente para acabar com a guerra em Gaza e interromper os crimes cometidos contra civis palestinos inocentes". "Pedimos ao Conselho de Segurança da ONU que assuma suas responsabilidades na manutenção da paz e da segurança internacionais e evite a deterioração da situação na região", acrescentou.
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