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MADRID 6 set. (EUROPA PRESS) -
O ministro egípcio das Relações Exteriores, Badr Abdelati, condenou as intenções de Israel de transferir os habitantes da Faixa de Gaza para o Egito através de Rafah, depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou as autoridades egípcias de "trancar" a população palestina na "prisão de Gaza".
"A travessia de Rafah é um ponto de passagem para aqueles que entram na Faixa de Gaza e para ajuda humanitária e médica. Não será uma passagem para expulsar os palestinos de seu território. Essa é a posição firme (do Egito) e ela não mudará", disse Abdelati em uma coletiva de imprensa no Cairo, acompanhado pelo chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos no Oriente Próximo (UNRWA), Philippe Lazzarini.
O reassentamento de palestinos é uma "linha vermelha" para os países árabes e não será permitido em nenhuma circunstância, disse Abdelati, de acordo com relatos da mídia egípcia. "Não se pode forçá-los a sair e dizer que é uma decisão voluntária. Isso é fundamentalmente errado", acrescentou.
Sobre a UNRWA, Abdelati criticou as medidas tomadas por Israel contra essa organização porque elas "ameaçam minar a lei internacional e a confiança nas instituições internacionais que garantem a paz e a segurança em nível internacional". Ele também lembrou que mais de 360 funcionários da UNRWA foram mortos na ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.
O chefe da diplomacia egípcia, o país mediador nos contatos entre Israel e o Hamas, censurou Israel por sua intransigência em não aceitar a proposta à qual o grupo armado palestino já deu sinal verde.
Em agosto, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aprovou planos militares para assumir o controle da Cidade de Gaza, incluindo a convocação de cerca de 60.000 reservistas.
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