MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do Egito declarou que apresentará um plano para a reconstrução da Faixa de Gaza que não envolva o deslocamento de palestinos como uma alternativa à iniciativa proposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
"O Egito enfatiza que qualquer visão para resolver a causa palestina deve levar em conta a necessidade de evitar comprometer as conquistas da paz na região, ao mesmo tempo em que aborda as causas profundas do conflito, encerrando a ocupação israelense das terras palestinas e implementando a solução de dois Estados como o único caminho para a estabilidade", diz um comunicado.
O Ministério das Relações Exteriores também disse que cooperaria com o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, para "alcançar uma paz abrangente na região" que inclua uma "solução justa" para a questão palestina.
Em uma reunião em Washington com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, Trump propôs que Gaza passasse para as mãos dos EUA com o objetivo de criar "a Riviera do Oriente Médio", o que significaria o deslocamento forçado de mais de dois milhões de habitantes de Gaza para outros países, como a Jordânia ou o Egito.
Tanto o Cairo quanto Amã rejeitaram o plano de Trump. As Nações Unidas já advertiram o presidente dos EUA de que a lei internacional proíbe qualquer tipo de deslocamento forçado, em uma onda de críticas que também foi repetida por potências europeias e organizações de direitos humanos.
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