MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -
A Plataforma Trabalhista das Creches (PLEI) realizou uma manifestação nesta quinta-feira em frente à Assembleia de Madri, onde classificou como “pantomima absurda” os auxílios destinados a crianças concebidas, mas ainda não nascidas, e pediu mais apoio concreto às famílias.
Foi o que afirmou em declarações à Europa Press a porta-voz da plataforma, Lucía Martínez, que destacou que há “muitas crianças que já nasceram e que não recebem auxílios”. Este protesto coincide com a sessão extraordinária do Plenário da Assembleia, na qual a maioria do PP dará luz verde à lei que reconhece o embrião como “mais um membro da unidade familiar”.
É por isso que a plataforma criticou a tentativa de incentivar a natalidade concedendo auxílios às famílias que desejam ter mais filhos, em vez de se pensar em “abrir vagas públicas para as famílias que já têm filhos e não têm vaga, ou auxílios para refeitórios escolares para mais famílias”.
A plataforma considera que isso é “uma farsa”, pois entende que o governo regional não oferece “auxílios à moradia” nem reduz o preço do carrinho de compras, algo que, na opinião deles, as famílias realmente precisam.
“Vagas públicas em primeiro lugar; precisamos que colaborem na questão da moradia. Não dá para ter filhos e constituir uma família se não se consegue pagar o aluguel. E, em seguida, a merenda escolar: a gratuidade das merendas seria uma ajuda básica”, reivindicou a porta-voz.
Por isso, ela ressaltou que essa lei sobre o feto pretende dar a impressão de que estão “ajudando as famílias”, quando, na verdade, elas precisariam de “outro tipo de ajuda e de regulamentações”.
“Que medidas nossa presidente apresenta para as crianças já nascidas? Que investimento real ela destina para que as famílias possam conciliar vida profissional e familiar depois de terem seus filhos em casa?”, questionaram os membros da plataforma.
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