Publicado 16/06/2026 21:21

Eduardo Bolsonaro vê em sua condenação por obstrução à justiça uma tentativa de afastá-lo da política brasileira

Archivo - Arquivo - 12 de junho de 2024, Brasília, Distrito Federal, Brasil: BRASÍLIA (DF), 12/06/2024 — HOMENAGEM/CÂMARA/DEPUTADOS — O deputado federal Eduardo Bolsonaro, durante uma sessão plenária em homenagem ao 50º aniversário das relações diplomátic
Europa Press/Contacto/Wallace Martins, Wallace Mar

MADRID 17 jun. (EUROPA PRESS) -

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, afirmou que a condenação a mais de quatro anos de prisão e à inelegibilidade por oito anos para exercer cargos públicos, proferida nesta terça-feira pela Suprema Corte brasileira, constitui uma tentativa de afastar seu nome da política do país sul-americano.

“O verdadeiro objetivo desse julgamento sem sentido é apenas um: eliminar meu nome das eleições”, afirmou o ex-deputado em um comunicado divulgado nas redes sociais, no qual defendeu que “até o momento” não foi “intimado conforme a lei”.

Afirmando assim ter tomado conhecimento “pela imprensa” da referida sentença do Supremo Tribunal Federal, que o declarou culpado do crime de obstrução à justiça, no âmbito do processo contra seu pai por golpe de Estado — pelo qual o líder de extrema direita cumpre pena de 27 anos de prisão —, Eduardo Bolsonaro disse continuar “aguardando” uma “notificação formal, por meio de carta rogatória, em um local concreto e conhecido”.

“Fico sabendo, mais uma vez pela imprensa, que, ao que parece, o Supremo Tribunal Federal teria formado uma maioria para me condenar por algum crime que desconheço”, insistiu ele, alegando que tal intimação — que garantiu não ter recebido — “foi enviada a outro réu no processo”, enquanto que a ele, ressaltou, “nunca” foi “notificada”.

Em seguida, Bolsonaro atacou o juiz do Supremo e relator do caso, Alexandre Moraes, sustentando que o magistrado “é vítima e juiz do mesmo caso” e acrescentando que “qualquer sentença que não respeite o devido processo legal é nula”.

“Mais uma vez, ele é vítima e juiz do mesmo caso, e é por isso que o Brasil sofre vergonhas internacionais de forma recorrente, como até mesmo a mídia tradicional já aponta com frequência hoje em dia”, afirmou ele.

Por fim, ele quis manifestar sua confiança de que a “vitória” de seu irmão Flávio Bolsonaro, que disputará em outubro próximo a Presidência do país com o atual ocupante do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, “signifique o restabelecimento da democracia brasileira”, permitindo, acrescentou ele, “que as centenas de exilados possam, finalmente, retornar à sua pátria”.

Foi nesta mesma terça-feira que os quatro juízes do Supremo decidiram, por unanimidade, condenar Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois anos de prisão, embora em regime de semiliberdade, conforme informa o jornal “O Globo”, o que implica que ele pode sair do centro penitenciário durante o dia por motivos de trabalho ou estudo, mas deve retornar para dormir.

Além disso, decretaram sua inelegibilidade por um período de oito anos e impuseram o pagamento de uma multa equivalente a 100 salários mínimos, tudo isso após declará-lo culpado de tentar coagir juízes e orquestrar, a partir dos Estados Unidos, sanções contra o Brasil para obstruir o processo por golpe de Estado contra seu pai.

Essas tentativas incluem as tarifas impostas por Washington às exportações brasileiras anunciadas no ano passado, a suspensão de vistos para membros do Supremo e a aplicação de sanções econômicas contra o próprio Alexandre de Moraes, que declarou durante a audiência que a função de um deputado não é “fazer lobby contra o próprio país”.

Eduardo Bolsonaro foi, além disso, destituído de seu cargo como membro da Polícia Federal, assim como ocorreu em dezembro de 2025 com seu mandato na Câmara dos Deputados, por ausência injustificada, já que estava nos Estados Unidos desde fevereiro daquele ano, para onde viajou a fim de interceder em favor de seu pai.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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