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MADRID 10 jul. (EUROPA PRESS) -
O oposicionista venezuelano Edmundo González exigiu nesta sexta-feira “transparência” na distribuição de ajuda às vítimas dos terremotos de 24 de junho, que já deixaram, até o momento, quase 3.900 mortos no país, ao mesmo tempo em que ressaltou que “a propaganda não alimenta ninguém”.
“Tive uma reunião com Mercedes de Freitas, diretora da Transparencia Venezuela, e apoio a plataforma Ruta de la Ayuda para o acompanhamento da ajuda humanitária na Venezuela”, afirmou, antes de questionar “a quem a ajuda chega e qual a quantidade que foi recebida”.
“Como ela é distribuída? Para mim, a transparência não é um pedido, é uma obrigação. A ajuda só é ajuda se for transparente, porque a propaganda não alimenta nem cura ninguém”, destacou em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
Nesse sentido, ela expressou que “é preciso recuperar a confiança” e propôs “uma comissão de fiscalização permanente, técnica, independente e internacional, com a participação das Nações Unidas por meio de seu mecanismo anticorrupção”. “As compras, os contratos, os fornecedores e as licitações devem ser públicos”, acrescentou.
Além disso, ele enfatizou que “as tragédias não podem se tornar um negócio, pois estão em jogo vidas humanas”. “Combater a lavagem de dinheiro requer promotores anticorrupção, auditorias periódicas e especialistas independentes no acompanhamento dos recursos”, reiterou.
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