Europa Press/Contacto/Bianca Otero
MADRID 10 jan. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, reiterou seu apelo para que se respeite o direito internacional nos Estados Unidos e defendeu o direito dos cidadãos de todo o mundo de se manifestarem pacificamente, bem como a obrigação de exigir responsabilidade daqueles que o violam, no contexto dos protestos após a morte de uma mulher às mãos do ICE em Minnesota.
“No que diz respeito aos protestos, seja nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar do mundo, as pessoas têm o direito de protestar pacificamente. É um direito inerente”, afirmou o porta-voz nesta sexta-feira em declarações à imprensa.
Dujarric lamentou as imagens “profundamente perturbadoras” do tiroteio ocorrido na noite passada, às mãos de agentes federais do serviço alfandegário (ICE), e afirmou que espera que esteja “sendo realizada uma investigação exaustiva” e que “os responsáveis” pelo violento episódio “sejam responsabilizados”. “Acho que isso perturba qualquer pessoa que tenha visto”, acrescentou. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, insistiu que a mulher que morreu, Reneé Good, em nenhum momento tentou atropelar os agentes federais, como vêm proclamando há dias o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o movimento MAGA do mandatário norte-americano.
Assim sendo, a oposição democrata criticou Trump, seu vice-presidente, JD Vance, e a secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, por estarem interpretando mal as imagens de forma descarada. “O agente do ICE não ficou ferido. Ninguém o atropelou”, afirmou o prefeito, ressaltando que o agente saiu por conta própria, antes de condenar mais uma vez que Good está sendo alvo de uma campanha para assassinar sua reputação, após seu assassinato físico. “A narrativa que o governo promoveu logo após o tiroteio é uma porcaria e é falsa”, concluiu.
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