Europa Press/Contacto/Rafael Angel Araujo
MADRID 5 maio (EUROPA PRESS) -
A ONG venezuelana Comité de Madres en Defensa de la Verdad denunciou neste domingo a morte na prisão por suposto suicídio de Lindomar Bustamante, um "mototaxista e trabalhador de 27 anos" que havia sido preso "no contexto das mobilizações pós-eleitorais" em julho de 2024.
Além disso, a ONG também indagou sobre o estado de saúde de outro prisioneiro, Jhoandri Joel Silva, que supostamente tentou suicídio, de acordo com o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos, que também denunciou as mesmas situações em uma publicação na rede social X.
Este último destacou que, "de acordo com familiares, Lindomar já havia atentado contra sua vida e, embora o tenham avisado, ele não recebeu atendimento médico ou proteção". Além disso, ambas as ONGs concordam que ambos os prisioneiros estavam em confinamento solitário há 15 dias.
Ao mesmo tempo, as duas organizações denunciaram o fato de que a morte de Lindomar Bustamante ocorreu sob custódia do Estado, e o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos declarou que "já há pelo menos seis pessoas que morreram sob custódia do Estado venezuelano entre 2024 e 2025". "Mas o Estado não está apenas deixando de proteger a vida de nossos jovens, está destruindo-a", acusou o Comitê de Mães em Defesa da Verdade.
O Comitê de Mães em Defesa da Verdade também argumentou que muitos dos detidos após as eleições de 28 de julho não são "terroristas" ou "criminosos" e que, no máximo, alguns cometeram "delitos menores". Por esse motivo, a ONG solicitou que as pessoas detidas na época fossem libertadas "enquanto o julgamento continua" e que, em seguida, pressionassem por "uma Lei de Anistia".
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