MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -
Duas ONGs israelenses pediram à comunidade internacional que tome medidas "imediatas" para deter o "genocídio" na Faixa de Gaza, depois de publicar relatórios que analisam a destruição "deliberada e sistemática" do enclave palestino.
"Uma análise da política israelense em Gaza e suas terríveis consequências, juntamente com declarações de altos funcionários políticos e comandantes militares sobre os objetivos do ataque, leva à conclusão inequívoca de que Israel está tomando medidas coordenadas e deliberadas para destruir a sociedade palestina na Faixa de Gaza. Em outras palavras: Israel está cometendo genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza", diz o relatório da B'Tselem.
A esse respeito, as ONGs acusam os líderes europeus e norte-americanos de se absterem de tomar "medidas efetivas para interromper a aniquilação e a violência" em Gaza, inclusive por meio de declarações sobre o direito de Israel à autodefesa ou pelo envio de armas e munição.
Da mesma forma, a ONG Physicians for Human Rights in Israel (PHRI) indicou que, apesar dos padrões legais internacionais, Israel não cumpriu suas obrigações e é dever das comunidades humanitárias de todo o mundo "agir" diante da destruição do sistema de saúde em Gaza.
As duas ONGs, as primeiras organizações israelenses a acusar formalmente Israel de cometer "genocídio", analisaram em dois relatórios os ataques a instalações civis, de saúde, educacionais, religiosas e culturais, bem como o deslocamento maciço da população, as milhares de mortes por bombardeio e a privação de alimentos para a população, entre outros.
"É uma tentativa clara e explícita de destruir a sociedade palestina em Gaza e de criar condições de vida catastróficas que impedirão a continuidade dessa sociedade em Gaza. Essa é precisamente a definição de genocídio", diz o texto da B'Tselem.
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