ALICANTE 27 abr. (EUROPA PRESS) -
A Guarda Civil deteve duas mulheres acusadas dos crimes de exercício ilegal da profissão, falsificação de documentos, crimes contra a saúde pública, fraude e furto, por supostamente exercerem a medicina sem possuir o diploma reconhecido na Espanha. Segundo a Guarda Civil, aparentemente elas realizavam tratamentos invasivos e administravam medicamentos às vítimas por meio de receitas falsificadas no município de Santa Pola, na província de Alicante.
No início de março, a Área de Investigação da Guarda Civil dessa localidade deu início à operação Ribosoma após a denúncia apresentada pela responsável por uma clínica situada na mesma localidade.
A denunciante alertou que uma mulher, que se encontrava no centro na qualidade de observadora, “poderia estar desempenhando funções próprias de médica sem a qualificação necessária”, ao mesmo tempo em que foi detectada “falta de dinheiro nas receitas da clínica”, detalha a polícia em um comunicado.
As primeiras investigações permitiram constatar que a principal investigada supostamente atendia tanto no domicílio dos pacientes quanto em sua própria residência, onde aparentemente realizava os tratamentos.
Entre eles, a suspeita supostamente administrava substâncias psicotrópicas e outros compostos por via intravenosa, bem como tratamentos antienvelhecimento. Tudo isso, “sem controle sanitário nem supervisão médica”, explica a Guarda Civil.
As investigações permitiram identificar uma segunda mulher que, aparentemente, colaborava ativamente na atividade criminosa, uma vez que se encarregava de elaborar receitas médicas falsificadas que facilitavam a aquisição de medicamentos em farmácias.
Os agentes verificaram que ambas supostamente obtinham os medicamentos por meio da falsificação de receitas médicas e de remessas do exterior, o que lhes permitia fornecê-los aos pacientes fora dos canais legais.
Como resultado da operação, ambas as mulheres foram detidas. A principal investigada é acusada dos crimes de exercício ilegal da profissão, falsificação de documentos, crimes contra a saúde pública, fraude e furto, enquanto à segunda é imputado o crime de falsificação de documentos.
PELO MENOS CINCO VÍTIMAS
Durante a investigação, foram identificadas até o momento cinco pessoas que teriam sido tratadas pela falsa médica, embora não se descarte a existência de mais afetados, indica a Guarda Civil.
As detidas no âmbito desta operação foram encaminhadas à Seção de Instrução do Tribunal de Primeira Instância de Elche e foram liberadas com a imposição de medidas cautelares.
A Guarda Civil fez um apelo a possíveis afetados que possam ter sido tratados por essas pessoas para que entrem em contato com as forças de segurança, comparecendo a qualquer quartel da instituição ou ligando para o número 062, “com o objetivo de receber a orientação necessária e evitar possíveis riscos à sua saúde”.
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