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MADRID 20 jul. (EUROPA PRESS) -
A comunidade drusa na província síria de Sueida anunciou o início de um processo de troca de prisioneiros com as tribos beduínas após uma semana de violentos confrontos que deixaram mais de 1.000 mortos e quase inviabilizaram o processo de transição no país após a queda do ex-presidente Bashar al-Assad em dezembro.
De acordo com uma declaração da chamada Presidência Espiritual da Comunidade Drusa, liderada por Hikmat al Hajri, a troca começou às 18h00 (horário local, uma hora a menos na Espanha continental e nas Ilhas Baleares) na praça Umm al Zeitun da cidade, mas ainda não foi possível verificar a troca por outros meios.
O enviado especial de Trump para a Síria, Tom Barrack, se limitou a informar esta tarde em sua conta na rede social X que "o processo logístico de troca de reféns e prisioneiros estava em andamento", sem dar mais detalhes.
Em meio às críticas do governo de Damasco, aliado dos beduínos, ao bloqueio de Sueida pelas milícias drusas, a Presidência Espiritual pede "a retirada de todas as forças afiliadas ao governo de Damasco, incluindo o exército, as forças de segurança e as milícias" da província.
A Presidência também pede "o fornecimento urgente de serviços de internet e comunicação, para garantir a comunicação entre as famílias, em preparação para a troca e libertação imediata dos detidos, e para garantir o sucesso da operação, garantido pelos países que patrocinam o acordo de cessar-fogo" que entrou em vigor no sábado.
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