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MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -
O novo comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Mijailo Drapati, assumiu o cargo nesta quarta-feira sem querer fazer “grandes promessas” devido à “difícil tarefa” que têm pela frente, na qual se estabeleceram como objetivos dar continuidade às operações militares e desenvolver novas capacidades do Exército ucraniano.
Drapati agradeceu a confiança do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, e anunciou o nome de quem será o chefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas, Ihor Skibiuk, que até agora atuava como comandante das Forças de Assalto Aéreo.
“Eu o conheço como um comandante em quem se pode confiar em circunstâncias difíceis e em cujas decisões, experiência e princípios internos se pode depositar confiança”, disse ele, relembrando o trabalho que vêm realizando em conjunto desde 2022 para “libertar” a região de Kherson.
“SEM GRANDES PROMESAS”
Drapati também alertou que a “difícil tarefa” que têm pela frente, no contexto da guerra iniciada pela Rússia em 2022, não lhe permite fazer “grandes promessas”, embora tenha se comprometido a trabalhar “com responsabilidade” e respeitando “as pessoas que mantêm a linha de frente e ajudam a Ucrânia a resistir”, segundo sua declaração publicada nas redes sociais.
“O presidente da Ucrânia nos definiu tarefas claras: dar continuidade e reforçar as ações ofensivas em todos os domínios, planejar novas operações na retaguarda do inimigo, desenvolver o Exército e suas tecnologias e aumentar as capacidades das Forças Armadas da Ucrânia”, detalhou.
REUNIÃO COM ZELENSKI
O presidente ucraniano se reuniu nesta quarta-feira com os novos comandantes da alta cúpula militar, após essa reformulação que começou com a destituição, há alguns dias, do então ministro da Defesa, Mijailo Fedorov, que mantinha divergências insuperáveis com o antecessor de Drapati, Oleksandr Sirski.
Estiveram presentes na reunião Drapati e Skibiuk, bem como o próprio Sirski e o ex-chefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas, Andrii Hnatov, a quem Zelenski reservou um lugar “no futuro” na “proteção” do Estado, e o novo ministro da Defesa, Yevheni Jmara.
Entre os assuntos discutidos estão o lançamento de mais operações de longo alcance contra a Rússia, bem como o avanço nos planos de cooperação com os parceiros da Ucrânia no que diz respeito aos programas de armamento e defesa aérea, como o plano FREYJA, e a produção de mísseis Patriot, uma vez que os Estados Unidos aceitaram conceder as licenças necessárias para seu desenvolvimento na Ucrânia.
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