Europa Press/Contacto/Nedal Shtieh
MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -
Doze guardas israelenses foram acusados de homicídio culposo e agressão com agravantes pela morte do detento palestino Thaer Abu Asab, que faleceu em novembro de 2023 na prisão israelense de Ketziot, localizada no deserto do Negev, em consequência de uma suposta agressão física.
A acusação sustenta que Walid Hatib, que estava no comando do serviço penitenciário no momento dos fatos, ordenou que outros onze guardas entrassem em uma das celas e agredissem com socos, chutes e, em alguns casos, com cassetetes os detentos palestinos que ali se encontravam.
Após supervisionar as supostas agressões, o responsável ordenou que os guardas parassem e se retirassem. Como consequência dos espancamentos, Abu Asab foi levado à enfermaria da prisão e, em seguida, ao hospital, onde foi confirmado seu falecimento. Outros oito presos palestinos ficaram feridos.
Posteriormente, as autoridades israelenses iniciaram uma investigação sobre o caso. Segundo a acusação, Hatib teria ordenado que um dos guardas mentisse e apresentasse uma versão falsa dos fatos, conforme relatado por vários meios de comunicação israelenses.
Abu Asab — de 38 anos e natural da província de Qalqilya, no norte da Cisjordânia — era membro do movimento Fatah e cumpria uma pena de 25 anos de prisão desde 2005 por tentativa de homicídio relacionada a um ataque terrorista.
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