Europa Press/Contacto/Roberto Tuero - Arquivo
MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) - Os restos mortais de doze pessoas detidas e desaparecidas durante a última ditadura argentina foram identificados, após análise antropológica e genética realizada pela Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF), uma vez recuperados na Guarnição Militar La Calera, pertencente à província de Córdoba, no centro do país, onde funcionava o Centro Clandestino de Detenção de “La Perla”.
Isso foi anunciado nesta terça-feira pelo Tribunal Federal nº 3 de Córdoba, presidido por Miguel Hugo Vaca Narvaja, conforme informado pela própria equipe de antropologia forense nesta terça-feira por meio de um comunicado em que precisou que as autoridades judiciais envolvidas notificarão as famílias sobre os resultados apresentados pela EAAF.
“Uma vez concluídas as notificações, o tribunal fornecerá mais informações sobre a identidade das pessoas identificadas nesta instância, contando para isso com o consentimento das famílias envolvidas”, acrescentou a equipe.
Cabe ressaltar que as escavações arqueológicas, conduzidas pelo EAAF em 2025 e com a colaboração do Instituto de Medicina Forense do Poder Judiciário de Córdoba, resultaram na localização e recuperação de restos ósseos humanos “isolados e misturados” em duas áreas exploradas em uma zona de La Calera, conhecida como Loma del Torito.
De cara para o presente 2026, destacou a Equipe de Antropologia Forense, já está “planejado” retomar as tarefas de prospecção e escavação da área “até sua conclusão”.
No antigo Centro Clandestino de Detenção, Tortura e Extermínio 'La Perla', que foi fechado em 1978, permaneceram durante a ditadura civil-militar argentina (1976-1983) entre 2.200 e 2.500 pessoas detidas e desaparecidas, de acordo com números da própria Administração rioplatense.
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