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MADRID 14 fev. (EUROPA PRESS) -
O judiciário polonês condenou a cinco anos e meio de prisão dois cidadãos russos que foram condenados por trabalharem para os serviços secretos da Rússia e por tentarem recrutar membros para se juntarem às fileiras do Grupo Wagner, uma organização paramilitar formada por mercenários a soldo do Kremlin.
De acordo com o Tribunal Distrital de Cracóvia, os réus se envolveram em atividades de inteligência para um país estrangeiro enquanto recrutavam mercenários para o Grupo Wagner de forma "bem pensada" e com o objetivo de alimentar a desinformação e o desencanto social na Polônia, informa o portal de notícias RMF24.
Os dois réus negaram as acusações, embora tenham admitido a distribuição de adesivos incentivando as pessoas a se juntarem às fileiras do Wagner, ressaltando que não tinham conhecimento das consequências de suas ações. A acusação havia pedido oito anos de prisão, enquanto a defesa não descarta a possibilidade de recorrer da sentença.
Embora tenham negado estar ligados aos serviços secretos russos e ao Grupo Wagner, eles admitiram ter distribuído adesivos em troca de remuneração em uma situação financeiramente difícil. Os advogados ressaltaram que os réus não agiram conscientemente na campanha de recrutamento.
"O ato dos réus não pode ser classificado como trivial, como alegou a defesa. Pelo contrário, porque o uso de influência psicológica ou sociológica em outros países por serviços estrangeiros constitui (...) uma grande ameaça à sua segurança, pois pode levar (...) ao enfraquecimento da segurança da Polônia", observou a juíza Ewa Karp-Sieklucka.
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