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MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos dois palestinos morreram nesta terça-feira em decorrência de dois bombardeios perpetrados pelo Exército de Israel contra a Faixa de Gaza, apesar do acordo de cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025, decorrente do pacto entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para implementar a proposta dos Estados Unidos para o futuro do enclave.
Segundo informações coletadas pelo jornal palestino “Filastin”, um homem morreu em um ataque perpetrado nas proximidades de Jan Yunis (sul), enquanto outra pessoa morreu e várias ficaram feridas em um ataque contra barracas de deslocados na cidade de Gaza (norte).
O Exército israelense ainda não se pronunciou sobre os ataques, que ocorreram um dia após o Hamas anunciar a dissolução do órgão responsável pela governança desde 2007, como parte dos preparativos para a transferência de poderes ao comitê tecnocrático acordado na esteira da proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Gaza.
O Ministério da Saúde de Gaza, subordinado ao Hamas, informou na segunda-feira que pelo menos 1.072 pessoas morreram e 3.463 ficaram feridas em decorrência de ataques perpetrados pelas tropas israelenses desde o cessar-fogo, período em que também foram recuperados 799 corpos de áreas das quais as tropas de Israel se retiraram.
Além disso, informou que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 — que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial—, foram registrados 73.098 “mártires” e 173.571 feridos, embora ele tenha destacado que ainda há corpos espalhados pelas ruas e entre os escombros dos prédios bombardeados.
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