SEVILLA 31 mar. (EUROPA PRESS) -
A Guardia Civil está investigando dois jovens, residentes nas cidades de Las Navas de la Concepción e Gerena (Sevilha), como supostos autores de um crime contra a fauna e a flora; especificamente, por matar e decapitar ilegalmente um cervo.
A operação foi iniciada pelo Serviço de Proteção à Natureza (Seprona) da Guardia Civil depois de detectar vários episódios de caça ilegal nas áreas naturais de Las Navas e Constantina. Esses fatos geraram um alarme social entre os proprietários das fazendas da região, que se sentiram prejudicados pelos danos causados por esse tipo de atividade, conforme relatado em um comunicado.
Além do impacto sobre a vida selvagem, essa ação incentiva o surgimento de um "mercado paralelo" no qual armas não registradas e carne de animais selvagens abatidos são comercializados "sem qualquer supervisão veterinária, com o consequente risco para os consumidores".
Em vista dessa situação, os agentes da Seprona, baseados em Cazalla de la Sierra, iniciaram uma investigação que levou à identificação de dois veículos suspeitos que circulavam a uma curta distância um do outro, em aparente coordenação. O primeiro agia como um transporte, avisando o segundo sobre possíveis controles por meio de um walkie talkie.
A Guardia Civil finalmente conseguiu interceptar os dois veículos e encontrou no primeiro deles monóculos de visão noturna e térmicos, além de material comumente usado na caça para localizar os animais; no segundo, a cabeça de um cervo macho recentemente decapitado, além de roupas de camuflagem e uma balaclava supostamente usada durante a ação ilegal.
As investigações sugerem que o jovem, morador de Las Navas, "tinha um profundo conhecimento do terreno e atuou como guia para facilitar a localização de espécimes de grande valor cinegético". Além disso, de acordo com as evidências, "ele teria colaborado no planejamento da caçada e na posterior extração do troféu". A filiação de ambos, bem como o "troféu" apreendido e o material técnico utilizado, foram colocados à disposição da autoridade judicial competente.
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