Europa Press/Contacto/Maksim Konstantinov
MADRID 5 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas anunciaram a execução de dois indivíduos que identificaram como “agentes inimigos” por seu suposto envolvimento em um ataque contra uma instalação militar durante os protestos antigovernamentais ocorridos em janeiro, que resultaram em mais de 3.000 mortos.
Essas duas pessoas foram identificadas como Mohammad Amin Biglari e Shahin Vahedparast. De acordo com informações coletadas pela agência de notícias Fars, ambos foram acusados de atacar uma instalação de caráter militar em Teerã, onde supostamente participaram de “atos de sabotagem” que causaram danos materiais e incêndios. Além disso, teriam tentado acessar um depósito de armas com o objetivo de roubar armamento.
As autoridades iranianas apontaram que, durante os referidos distúrbios, “alguns elementos inimigos tentaram invadir uma instalação militar e, roubando armas e equipamentos militares, realizar um massacre em massa da população”.
Nesse contexto, as forças de segurança identificaram como alvos potenciais diversas infraestruturas consideradas sensíveis, entre elas delegacias, bases da milícia Basij e outras instalações restritas. Esses e “outros locais militares proibidos” foram “pontos sensíveis nos quais os terroristas tentaram se infiltrar, mas não tiveram sucesso”, indicaram fontes oficiais citadas pela mesma agência.
A execução dos dois condenados ocorreu após a conclusão do processo judicial e a confirmação da sentença contra eles em última instância. Isso veio a público depois que as autoridades iranianas executaram, neste sábado, em Teerã, outros dois opositores, acusados de cumprir missões para os “inimigos” do país.
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